Olá para todos! 2008 já está quase terminando, faltando apenas algumas horinhas. Para mim, foi um ano de amadurecimento, um ano em que aprendi muitas coisas e que Deus me testou (aliás, Ele me testa o tempo inteiro). Mas o que mais compreendi neste ano (estava até pensando há algumas horinhas) é que eu tenho liberdade, tenho vontade de escolher, tenho livre arbítrio. Tenho liberdade para andar para onde quiser, desde o quintal da minha casa, até os lugares mais longínquos de Brasília. Possuo inteligência para fazer escolhas, nem sempre certas, do que eu quero e do que me agrada. Estou perto de pessoas que me querem o bem e que me ajudam sempre que podem, mesmo que eu às vezes brigue com elas ou reclame quando não estão tão próximas quanto eu queria. Enfim, devo agradecer a Deus por tudo isso e por muito mais coisas. Posso comer, posso andar, posso ver, posso falar e, mesmo algumas pessoas achando isso superficial, é importante ressaltar essas habilidades que Deus nos permite ter e o quão é importante para as nossas vidas.
Que em 2009, nós jamais percamos a fé e que lembremos dela nos momentos mais difíceis ou impossíveis. E que Deus esteja em primeiro lugar. O resto é só consequência. Feliz ano novo a todos! E o meu blog continua, com mais poemas, opiniões e etc para que as ondas do pensamento se propaguem cada vez mais longe. Não deixem de acompanhar!
Abração de urso para quem é de abração de urso e beijão para quem é de beijão!!!
Olá, pessoas! Como foram de Natal? Eu gostei do meu, apesar de existirem alguns fatores externos não-legais, mas estes não atrapalharam essa passagem do ano. Para outras pessoas, Natal é uma passagem meio depressiva, solitária, sem graça... Creio que nunca achei essa época assim, mas sempre desejei estar com a família, com alguém que se importasse verdadeiramente comigo. Família é algo sério. Ajuda na formação de sua personalidade. Pode ser a família no qual você nasceu, criou laços com irmãos, pais, avós, ou ser a família que você pôde escolher depois que nasceu, como amigos, pais de amigos, gente de fora. Família é algo além da relação pais-filhos-irmãos. É quem realmente cuida e gosta de você. Porém, haverá momentos que ambos se decepcionarão com certas atitudes, mas isso é o normal da vida. É saber perdoar depois e continuar. Afinal, quem não erra? Enfim, família é um pilar, uma base para segurança no futuro, para educação, para amor, para a maneira como você vai percorrer a vida. Seja qual família essa for (pai e mãe, só mãe, só pai, avós, tios, dois pais, duas mães, mãe de amigo, irmãos, etc). O post de hoje é só isso. Coloco uma música profunda da Janis Joplin para os leitores se deliciarem enquanto pensam na vida. Essa música é uma das favoritas do meu amor. Abraços e até!
MAYBE Janis Joplin
Maybe... Oh, if I could pray, and I try, dear, You might come back home, home to me.
Maybe Whoa, if I could ever hold your little hand Ooh, you might understand. Maybe, maybe, maybe, maybe... yeah
Maybe, maybe, maybe, maybe, maybe, dear, I guess I might have done something wrong, Honey, I'd be glad to admit it Ooh, come on home to me! Honey, maybe, maybe, maybe, maybe... yeah
Well, I know that it just doesn't ever seem to matter, babe, Ooh, honey, when I go out or what I'm trying to do, Can't you see I'm still left here And I'm holding on in needing you
Please, please, please, please, Oh, won't you reconsider, babe, Now come on, I said come back, Won't you come back to me!
Maybe, dear, oh maybe, maybe, maybe, Let me help you show me how. Honey, maybe, maybe, maybe, maybe, Maybe, maybe, maybe, yeah, Maybe, maybe, maybe, yeah. Ooh!
TRADUÇÃO:
TALVEZ
Talvez… Oh, se eu pudesse orar, e tentar, meu bem Você voltaria para casa, para casa para mim.
Talvez Whoa, se eu tivesse segurado a sua mão Ooh, você entenderia. Talvez, talvez, talvez, talvez... yeah
Talvez, talvez, talvez, talvez, talvez, meu bem, Acho que eu tenha feito algo errado Querido, eu ficaria satisfeita em admitir isso Ooh, Venha para casa, para mim! Querido, talvez, talvez, talvez, talvez... yeah
Bem, eu sei que nunca parecerá ter importância Quando eu saio ou tento sair Você não percebe que eu ainda estou abandonada aqui? E que estou presa a essa necessidade de precisar de você…
Por favor, por favor, por favor, Você não irá reconsiderar nada? Agora, venha Eu disse para você voltar Você não irá voltar para mim?
Talvez, meu bem Oh, talvez, talvez, talvez, Deixe-me me ajudá-lo a me fazer entender Talvez, querido, oh talvez, talvez, talvez, Deixe-me ajuda-lo a entender. Querido, talvez...
Olá, amigos! O Natal está chegando! O mês de dezembro passou muito rápido pra mim, não sei pra vocês. Quanta coisa aconteceu comigo... e a maior delas eu estou buscando superar a cada dia, com Fé em Deus. Tenho certeza de que Ele tem algo bom pra mim neste momento. Fica aqui o meu desejo de que a felicidade de todos os meus amigos, de todos que eu amo, de todos os que eu não conheço, mas que lêem este blog, e de todas as pessoas boas de coração seja abençoada por Deus não só hoje, como também em todos os dias de suas vidas. Às pessoas que ainda não sentem a magia do Natal e àquelas que não têm boas intenções em seus corações, que o perdão, o amor, a atenção, o carinho e principalmente Deus passem a fazer parte de seu cotidiano. Por fim, fica aqui uma mensagem de Natal muito bonita para todos!
MENSAGEM DE NATAL
Quisera, Senhor, neste Natal, armar uma árvore dentro do meu coração e nela pendurar em vez de presentes os nomes de todos os meus amigos. Os antigos e os mais recentes. Aqueles que vejo a cada dia e os que raramente encontro. Os sempre lembrados e os que às vezes ficam esquecidos. Os constantes e os intermitentes. Os das horas difíceis e os das horas alegres. Os que sem querer eu magoei, ou sem querer me magoaram. Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles a quem conheço apenas as aparências. Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo. Meus amigos humildes e meus amigos importantes. Os nomes de todos que já passaram por minha vida. Uma árvore de raiz muito profunda para que seus nomes nunca mais sejam arrancados do meu coração. De ramos muito extensos, para que novos nomes vindos de todas as partes venham juntar-se aos existentes. De sombras muito agradáveis para que nossa amizade seja um aumento de repouso nas lutas da vida. Que o Natal esteja vivo em cada dia do ano que se inicia, para que possamos viver juntos o amor.
*Autoria desconhecida. **Natal = Nascimento de Cristo = Renovação do Amor.
Olá, galerinha! Bão? Às vezes nos pegamos com conflitos internos, um pouco angustiados e pensando no que ainda vai acontecer daqui a alguns dias ou algumas semanas. Queremos resolver logo tudo de uma vez pra poder passar toda aquela ansiedade. O que podemos construir pra poder arranjar uma solução ou um alívio até lá? Por que essas neuroses atingem todos nós? Fim de ano, então, as coisas parecem se acumular e a gente quer resolver tudo logo de uma vez para se livrar das preocupações e não ficar maluco! A única solução que vejo é ter fé e encarar os problemas com coragem. Toda hora é hora de amadurecer. Mas sei que só posso mudar a mim mesmo e não aos outros. Os outros têm que querer mudar por si mesmos...
Marisa Monte parece encontrar a solução para um monte de problemas!
DIARIAMENTE Marisa Monte Composição: Nando Reis
Para calar a boca: rícino Pra lavar a roupa: omo Para viagem longa: jato Para difíceis contas: calculadora
Para o pneu na lona: jacaré Para a pantalona: nesga Para pular a onda: litoral Para lápis ter ponta: apontador
Para o Pará e o Amazonas: látex Para parar na Pamplona: Assis Para trazer à tona: homem-rã Para a melhor azeitona: Ibéria
Para o presente da noiva: marzipã Para adidas: o conga nacional Para o outono: a folha, exclusão Para embaixo da sombra: guarda-sol
Para todas as coisas: dicionário Para que fiquem prontas: paciência Para dormir a fronha: madrigal Para brincar na gangorra: dois
Para fazer uma toca: bobs Para beber uma coca: drops Para ferver uma sopa: graus Para a luz lá na roça: duzentos e vinte volts
Para vigias em ronda: café Para limpar a lousa: apagador Para o beijo da moça: paladar Para uma voz muito rouca: hortelã
Para a cor roxa: ataúde Para a galocha: Verlon Para ser moda: melancia Para abrir a rosa: temporada
Para aumentar a vitrola: sábado Para a cama de mola: hóspede Para trancar bem a porta: cadeado Para que serve a calota: Volkswagen
Para quem não acorda: balde Para a letra torta: pauta Para parecer mais nova: Avon Para os dias de prova: amnésia
Para estourar pipoca: barulho Para quem se afoga: isopor Para levar na escola: condução Para os dias de folga: namorado
Para o automóvel que capota: guincho Para fechar uma aposta: paraninfo Para quem se comporta: brinde Para a mulher que aborta: repouso
Para saber a resposta: vide-o-verso Para escolher a compota: Jundiaí Para a menina que engorda: hipofagin Para a comida das orcas: krill
Para o telefone que toca Para a água lá na poça Para a mesa que vai ser posta Para você, o que você gosta: Diariamente.
Olá para todos! O Natal tá chegando e os preparativos para as festas vão acontecendo nas casas das famílias onde se comemoram esta data. As lojas e shoppings estão cheios e é melhor correr para ver se ainda tem o que você quer ou ver se as coisas não aumentaram de preço. Bom, desde já, quero agradecer a todos que visitam o meu blog e têm contribuído para o sucesso dele e para a minha motivação de sempre postar alguma coisa legal aqui e de qualidade. Hoje, eu coloco um texto de um autor desconhecido que aprofunda na teoria do que é aproveitar cada momento da vida. Às vezes deixamos de fazer certas coisas, de aproveitar momentos únicos por puro orgulho besta e perdemos o melhor da vida. Depois não adiantará reclamar e querer voltar atrás. Beijão!
NA VIDA...
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não arrisca vestir uma cor nova e não fala com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o escuro ao invés do claro e os pingos nos "is" a um redemoinho de emoções, exatamente o que resgata o brilho nos olhos, o sorriso nos lábios e o coração aos tropeços.
Morre lentamente quem não arrisca o certo pelo incerto, para ir atrás de um sonho.
Morre lentamente quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, ouvir conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte, ou da chuva incessante.
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo.
*Autoria desconhecida. **Como está o período de Natal pra você? ***Por que tenho tantas visitas e quase nenhum comentário?
E com este título introduzo o meu tópico de hoje neste humilde blog. Sem dúvida nenhuma, Dom Casmurro é o meu romance favorito de Machado de Assis. Alegra-me muito ao ver que a Globo adaptou o romance para a televisão e que muitas pessoas possam se encontrar com aquilo que imaginaram um dia quando leram a obra. O meu maior desejo é que pessoas menos favorecidas (entenda-se: analfabetos ou sem acesso a uma boa cultura) possam estar compartilhando em sua telinha um dos maiores romances (e intrigantes) da história da literatura brasileira.
Como a época em que foi escrito o romance foi o Realismo, Machado de Assis procurou mostrar (eu até arriscaria dizer "aprofundar") a teoria das neuroses e os problemas da realidade brasileira, como uma suposta traição. Além de ser narrado em primeira pessoa e manter um constante diálogo com o leitor, Machado nos deixa limitado apenas à visão de Bentinho. Tudo o que está escrito lá foi a maneira como ele sentiu, viu ou interpretou os fatos. Seria mais ou menos como pisar em um chão não muito seguro, sem a certeza de que ele vai ou não aguentar o seu peso. Interpretar uma coisa ou outra, isso vai depender da visão de cada um ao ler a obra, mas ela só nos mostra o ponto de vista do garoto/homem obcecado e morto de ciúmes por sua amada Capitu.
No entanto, agora já colocando o meu ponto de vista sobre a obra, mesmo Bentinho sendo doente de ciúmes, Capitu era muito viva e esperta, como se fosse alguém além de seu tempo. As esconfianças de Bentinho parecem fazer algum sentido para mim em algum momento da obra (será que eu me identifico muito com ele e sou um igual neurótico? Ah, fico contente que não serei o único neste planeta!) que Capitu possa ter vivido algum romance com Escobar. Se a obra mostra as neuroses da época (época até mesmo que supostamente Freud começou a desenvolver suas pesquisas), ela também nos mostra o lado "realista" da sociedade. Enfim, Machado é um gênio ao desenvolver uma obra que tende para esses dois lados e sem mostrar um final concreto.
Parabéns a Globo por fazer essa adaptação e nos livrar momentaneamente de seus Big Brothers. Os telespectadores, como agradecimento, poderiam dar mais audiência para os raros momentos culturais da emissora do que momentos da "casa mais vigiada do Brasil".
*imagem extraída da internet.
**Referência bibliográfica:
ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. São Paulo: FTD, 1999.
Olá para todos! Enfim, dezembro chegou e o ano está cada vez mais próximo do fim. O Natal tem toda a sua magia, dependendo de como cada pessoa sente. Pra mim, ainda há um pouco de magia, mas não é mais aquela magia de quando eu era criança, pois havia aquela fantasia de ganhar presentes, de ver toda a família reunida e ver Esqueceram de Mim passar na TV. Tem filme que melhor combina com o Natal do que esse? Para outras pessoas, devido a grandes dificuldades ou acontecimentos durante a vida, o Natal perdeu sua magia. Respeito a opinião de cada um, mas, mais do que ganhar presentes ou celebrar a união da família, o Natal comemora o nascimento do maior homem que já existiu neste planeta: Jesus Cristo! Jesus veio para pregar o seu amor e o amor entre as pessoas. E também pregar que não é só o Natal a época de união entre as pessoas, mas sim durante o ano inteiro e em todos os dias! Boas festas e vamos celebrar essa data importante (que talvez não seja verídica, como mostra o texto abaixo) e lembrar do momento criança para aquela magia reinar (também!) neste período do ano!
QUANDO JESUS NASCEU?
"Não se sabe a data exata do nascimento de Cristo", diz a Enciclopédia do Cristianismo Primitivo. Mesmo assim, milhões de professos cristãos no mundo inteiro comemoram o nascimento de Jeus no dia 25 de dezembro. Mas essa data não aparece em lugar nenhum na Bíblia. Será que Jesus nasceu mesmo em dezembro?
Embora a Bíblia não forneça uma data específica para o nascimento de Jesus, ela apresenta provas de que ele não nasceu em dezembro. Também, por analisarmos evidências não-bíblicas, descobriremos por que o dia 25 de dezembro fo escolhido como a data do seu nascimento.
Por que não em dezembro?
Jesus nasceu em Belém, uma cidade de Judá. O Evangelho de Lucas relata: "Havia também no mesmo país pastores vivendo ao ar livre e mantendo de noite vigílias sobre os seus rebanhos." (Lucas 2:4-8) Isso não era incomum. "Os rebanhos passavam a maior parte do ano ao ar livre", diz o livro Daily Life in the Time of Jesus (A Vida Diária na Época de Jesus). Mas será que os pastores ficariam ao ar livre com seus rebanhos numa noite de dezembro, que naquela região é um mês de inverno? O livro diz:"Eles passavam o inverno em abrigos; e só com nisso podemos ve que é impossível que a data tradicional do Natal esteja certa, visto que o Evangelho diz que os pastores estavam nos campos."
Essa conclusão é apoiada por outro detalhe no Evangelho de Lucas: "Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para ue toda a terra habitada se registrasse; (este primeiro registro ocorreu quando Quirino era governador da Síria) e todos viajaram para se registrarem, cada um na sua própria cidade". Lucas 2:1-3
Augusto provavelmente decretou esse censo com o objetivo de obter informações para fins trbutários e recrutamente militar. Obedecendo ao decreto, Maria, apesar da gravidez bem avançada, acompanhou seu marido José na viagem de quase 150 quilômetros de Nazaré a Belém. Agora, imagine só: será que Augusto - um governante que quase nunca interferia no governo local - exigiria que aquele povo, que já tinha uma inclinação para a revolta, fizesse uma viagem tão longa no inverno?
É significativo que a maioria dos historiadores e eruditos bíblicos não considera o dia 25 de dezembro como a data do nascimento de Jesus. Com certeza você poderá verificar isso em uma enciclopédia. A Enciclopédia Católica do Nosso Visitante Dominical diz: "Existe um consenso sobre o fato de Jesus não ter nascido no dia 25 de dezembro".
Por que 25 de Dezembro?
O dia 25 de dezembro foi escolhido como a data do nascimento de Jesus centenas de anos após a sua morte. Por quê? Vários historiadores acreditam que a época do ano que se tornou o Natal era na verdade um período de festividades pagãs.
Por exemplo, a Enciclopédia Britânica diz: "Uma explicação amplamente difundida sobre a origem dessa data é que o dia 25 de dezembro surgiu em decorrência da 'cristianização do dia do nascimento do Sol invicto'. Esse dia era um feriado popular no Império Romano que celebrava o solstício de inverno, simbolizando o retorno do Sol, o fim do inverno e a proclamação do renascimento da primavera e do verão."
A Enciclopédia Americana informa: "O motiva da escolha do dia 25 de dezembro para o Natal não é tão claro, mas acredita-se que foi para corresponder às festividades pagãs que eram realizadas por volta da época do solstício de inverno, quando os dias começavam a ficar mais longos, a fim de celebrar o 'renascimento do Sol'... A saturnal romana (uma festa em honra a Saturno, o deus da agricultura, e ao renovado poder do Sol) também era realizada nessa época." Nessas festividades, os participantes geralmente se comportavam de modo imoral e descontrolado. É interessante notar que esse comportamento é característico de muitas das atuais celebrações natalícias.
Como honrar a Cristo
Alguns acham que os cristãos devem comemorar essa data mesmo sem saer ao certo o dia em que Jesus nasceu. Eles pensam que, se for realizada de um modo digno, essa celebração é uma forma apropriada de honrar a Cristo.
O relato da Bíblia mostra que o nascimento de Jesus é de fato um evento importante. Ela diz que, quando Jesus nasceu, uma mltidão de anjos apareceu de repente e irrompeu em alegre louvor a Deus dizendo: "Glória a Deus nas maiores alturas, e na terra paz entre homens de boa vontade." (Lucas 2:13,14) Mas é importante lembrar que a Blíbia não menciona em parte alguma que o nascimento de Jesus deve ser celebrado. Em vez disso, há um mandamento específico para comemorar a morte dele. Essa é uma maneira de honrar a Jesus.
Na última noite de sua vida humana, Jesus disse: "Vós sois meus amigos, se fizerdes o que vos mando." (João 15:14) Ele também falou: "Se me amardes, observareis os meus mandamentos." (João 14:15) Sem dúvida, não existe melhor maneir da honrar a Jesus Cristo do que aprender os seus ensinamentos e segui-los.
BARROCO = Pérola de formato irregular. Qualquer coisa obscura. Reflete, pois, o conflito desse período.
CARACTERÍSTICAS = fé em Deus com um pé atrás, antropocentrismo versus teocentrismo, conflito entre carne e alma, cores mais pesadas, quadros descentralizados, desequilíbrio, claro e escuro, volta a noção de pecado, predomínio de figuras de linguagem, fé e razão, etc.
CULTISMO = Valoriza o "como dizer" (jogo de palavras).
CONCEPTISMO = Valoriza o "o que dizer" (jogo de idéias).
AO BRAÇO DO MESMO MENINO JESUS QUANDO APPARECEO.
O todo sem a parte não é todo. A parte sem o todo não é parte, Mas se a parte o faz todo, sendo parte, Não se diga, que é parte, sendo todo.
Em todo o Sacramento está Deus todo, E todo assiste inteiro em qualquer parte, E feito em partes todo em toda a parte, Em qualquer parte sempre fica o todo.
O braço de Jesus não seja parte, Pois que feito Jesus em partes todo, O todo fica estando em sua parte.
Não se sabendo parte deste todo, Um braço, que lhe acharam, sendo parte, Nos disse as partes todas deste todo.
Pois é, mãe, pai, família, enfim, educadores... Nasci nessa família cheia de princípios e regras e todos vocês tentaram me dar a melhor educação, o melhor conforto e muito amor. Eu ficava me sentindo um rei, um príncipe, pois achava que o mundo girava ao meu redor devido a tantos mimos. Nossa, como era bom! Além desse ninho, também fui educado a me portar perante as pessoas e dizer palavras simples como “obrigado” e “por favor”. Falaram-me também que eu deveria respeitar os mais velhos e seguir princípios cristãos, que diziam que eu deveria ajudar ao próximo sem esperar nada em troca.
Mais aí veio o choque! Veio o contraste! Quando comecei a bater asas e entender o mundo, vi que muitas coisas eram bem diferentes! Mãe, pai, vocês me falaram para eu dizer “obrigado” e “por favor”, mas os meus coleguinhas de escola me acham careta por ser assim e esbarram em mim sem pedir licença ou desculpas. Virei o careta! Eles debocham de mim e me acham ridículo!
Eu tentei ajudar ao próximo, mas o que aconteceu foi que me passaram a perna e me caçoaram! Quis arriscar também falar de um modo educado, utilizando palavras bonitas, mas fui tachado de certinho e de nerd! Espera aí... alguma coisa está errada!
Eu tinha aprendido tantas coisas na minha educação familiar, mas quando bati asas para conhecer o mundo, vi que tudo era diferente! Cadê os princípios que vocês me ensinaram? Onde eu os aplico? É muita contradição na cabeça!
Lembro-me bem até hoje quando vocês me disseram para ser uma pessoa honesta e nunca trair os outros, pois só assim eu serei alguém bem sucedido e um homem de bem. Mas é outro engano, mamãe...
Acompanhando a mídia outro dia na internet e na TV, vi que o ex da Susana Vieira a traiu com uma outra mulher – que disse que iria denunciá-lo, pois ele a tinha agredido, mas no dia seguinte foram vistos juntos novamente – e agora aparece com uma carinha de inocente na TV. Ah, pessoas como ele fazem a população calar a boca, pois ninguém reclama, ri do fato e no fundo acham até certo... Ele virou um herói e um exemplo a ser seguido no mundo moderno.
A mulher apanhou e ainda quer ficar com o agressor. Agora eu entendi o “tapinha não dói”. O cara é um traidor e vira exemplo nacional. E assim são treinados os futuros cafajestes e agressores, além também de incentivar aos covardes sair estupidamente de um relacionamento que antes eles mesmos plantaram uma semente de amor.
Que choque de valores, hein? Mamãe, você mentiu ao me ensinar seus princípios?
** A INTENÇÃO ERA FAZER AS PESSOAS SENTIREM VERGONHA NA CARA, MAS É PERDA DE TEMPO PARA QUEM NÃO CONHECE O QUE É VERGONHA.
***Sim, sou um ser humano cheio de defeitos também. Sonho ainda com destaques de bons exemplos da TV e não horas de um programa para mostrar o mau exemplo.
Essa é uma pergunta que de vez em quando faço pra mim mesmo. Daí puxo alguns arquivos lá dentro da minha mente, e acabam surgindo noções, idéias. Caráter então surge para mim como personalidade firme, equilíbrio, responsabilidade, firmeza de vontade, honradez e inúmeras outras definições. Qual seria a aplicabilidade disso no dia a dia? Na minha humilde opinião, é quando você assume erros, tem peito para encarar desafios, está tranqüilo consigo mesmo, por mais difícil que seja a situação. Mas será que é possível ter ao menos um domínio do caráter quando não se conhece a si mesmo? Pouco provável. Conhecer mais sobre si, assumir defeitos, medos e erros já é um bom passo. Tentar conhecer seus mais profundos sentimentos é também uma ótima terapia, já que muitas vezes fingimos não gostar o que lá no fundo amamos... Hoje em dia, parece que as pessoas pouco ligam para o caráter, ou ligam apenas quando lhes convêm. A verdade é que não aprendemos a lidar com isso diariamente em casa ou na escola. Crescemos, então, no desequilíbrio e na intenção de pisar nas outras pessoas e deixar bem de lado o valor que representa cada vida humana. Conclusão: o mundo se torna o que é hoje. E como a gente sobrevive? Ora, não tendo caráter também nessa selva de humanos engolindo uns aos outros. Ou você vai querer (e conseguir sobreviver) ficar fora do meio?
Deixo esse espaço aberto para acréscimos, críticas e etc. Vamos navegar nas ondas do pensamento... Façam comentários!
E aí, pessoas! Tudo bem? Depois do imenso calor que fez aqui em Brasília (picos de 37º, o recorde da história da cidade!), veio a chuva, e ela veio pesada! Meus pobres materiais que o digam! A verdade é que muitas vezes a gente fica chateado quando alguma coisa não-boa acontece (e nos pega de surpresa). Daí, ficamos remoendo aquilo dali o dia inteiro... a semana inteira... mas aí já pararam para pensar a carga negativa que isso acumula? Em vez de termos nos concentrado em coisas boas, lá estávamos nós dando atenção para o que não vale a pena... Eu aprendi a notar (e lidar) com isso melhor vendo o documentário "O segredo". Vale muito a pena assistir e eu recomendo! Desde então, é sempre interessante colocar em prática a lei da atração e deixar as coisas ruins escorrerem facilmente pelo ralo!
A lei da atração. Atraia tudo o que for de bom pra você!
Tentaram nos esconder o segredo, mas agora ele foi revelado. Seus pensamentos se transformam em coisas, assim como as imagens guardadas na sua gaveta mental. Por isso, mentalize coisas boas, envie para o universo coisas positivas e ele te responderá da mesma maneira. Não fique pensando que "não conseguirá" ou que "não dará certo", pois o universo poderá responder: "seu desejo é uma ordem"...
Olá! E já chegamos ao mês de novembro. Não é preciso nem dizer que desde o dia 13 de outubro (um dia após o dia das crianças) as lojas já estavam enfeitadas para o natal. É tudo muito rápido! As pessoas já visam o lucro e já colocam um monte de besteirinhas à venda. É verdade que eu acho um exagero, mas é a lei do comércio. E mudando o foco do assunto, hoje tenho a honra de colocar no meu blog a música que me fez admirar Clara Nunes: o canto das três raças! A primeira vez que ouvi foi na facu e me arrepiei com o tom de sua voz. Puxa, Clara, cantores bons e músicas boas estão cada vez menos tendo espaço na mídia... as pessoas que não têm tanto acesso a meios alternativos de cultura cada vez mais absorvem uma cultura pobre. Características essas da nossa sociedade brasileira atual. Uma pena.
CANTO DAS TRÊS RAÇAS Clara Nunes Composição: Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro
Ninguém ouviu Um soluçar de dor No canto do Brasil
Um lamento triste Sempre ecoou Desde que o índio guerreiro Foi pro cativeiro E de lá cantou
Negro entoou Um canto de revolta pelos ares No Quilombo dos Palmares Onde se refugiou
Fora a luta dos Inconfidentes Pela quebra das correntes Nada adiantou
E de guerra em paz De paz em guerra Todo o povo dessa terra Quando pode cantar Canta de dor
ô, ô, ô, ô, ô, ô...
E ecoa noite e dia É ensurdecedor Ai, mas que agonia O canto do trabalhador
Esse canto que devia Ser um canto de alegria Soa apenas Como um soluçar de dor
Olá para todos! Obrigado pelas constantes visitas ao meu blog! Ou será que o contador tá maluco? Bom, espero que realmente o meu espaço cultura esteja tendo muitas visitas! Faltam só os comentários! Não sejam tímidos! Hoje dedico o meu post a um dos primeiros poemas que fiz quando entrei na faculdade. Era uma época que eu estava meio apaixonado (e bem ingênuo, diga-se de passagem), mas era um amor platônico que eu sabia que não daria certo. Mas valeu pela tentativa e pelo sentimento secreto e jamais revelado. Este poema, inclusive, foi publicado no jornalzinho "O literário" da FAJESU. Como já disse, é de cunho pessoal e mostra que eu já entendia o que futuramente aconteceria comigo. Obrigado e até a próxima!
LÁGRIMAS
Por que você alimenta o passado Corre atrás do inalcançável Chora pelo o que aconteceu? Por que ainda há dúvida Se aquilo não era pra te pertencer E ainda o faz sofrer? As lágrimas são o desabafo da alma, O abraço reconfortante, A dor que amadurece A chama que ainda aquece O amor que a gente nunca esquece
Olá para todos! Dedico o meu espaço de hoje a Florbela Espanca e Camilo Pessanha! Bom final de semana!
POEMA FINAL
Ó cores virtuais que jazeis subterrâneas, - Fulgurações azuis, vermelhos de hemoptise, Represados clarões, cromáticas vesânias, No limbo onde esperais a luz que voz batize, As pálpebras cerrai, ansiosas não veleis. Abortos que pendeis as frontes cor de cidra, Tão graves de cismar, nos bocais dos museus, E escutando o correr da água na clepsidra, Vagamente sorris, resignados e ateus, Cessai de cogitar, o abismo não sondeis. Gemebundo arrulhar dos sonhos não sonhados, Que toda a noite errais, doces almas penando, E as asas lacerais na aresta dos telhados, E no vento expirais em um queixume brando, Adormecei. Não suspireis. Não respireis.
(Camilo Pessanha)
CRISÂNTEMOS
Sombrios mensageiros das violetas, De longas e revoltas cabeleiras; Brancos, sois o casto olhar das virgens Pálidas que ao luar, sonham nas eiras.
Vermelhos, gargalhadas triunfantes, Lábios quentes de sonhos e desejos, Carícias sensuais d'amor e gozo; Crisântemos de sangue, vós sois beijos!
Os amarelos riem amarguras, Os roxos dizem prantos e torturas, Há-os também cor de fogo, sensuais...
Eu amo os crisântemos misteriosos Por serem lindos, tristes e mimosos, Por ser a flor de que tu gostas mais"
(Florbela Espanca)
*Foto: procurei por fotos de jardim na internet e encontrei esses ursos pandas esculpidos. Adoro ursos!
Olá para todos! Depois de passar alguns dias sem atualizar o meu querido blog, estou eu aqui de volta! E como cultura é o nome deste blog, estava ainda faltando eu falar de alguma literatura boa para preencher o espaço artístico desse espaço virtual!
O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, é um livro impressionante que consegue atrair o leitor da primeira até a última página. Cercado por inúmeras questões filosóficas que atraem a curiosidade de todos, você nem sente que está virando as páginas do livro. Confesso que até achei o livro pequeno com apenas as suas 550 páginas de pura diversão. Quero bis! Sei que o autor tentou fazer um romance, e não um curso complexo de filosofia para detalhar Platão, Aristóteles, Demócrito, Hegel, Kierkegaard, Kant... Além das lições de filosofia, você ainda se diverte com a curiosa Sofia, que está em busca da solução de um mistério: saber quem é o seu professor de filosofia e descobrir como vai encontrar Hilde Knag, uma garota que ela nunca viu na vida. Nota 10!
Resumo da contra-capa:
"Às vesperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo em que vivemos. Os postais foram mandados do Líbano, por um major desconhecido, para uma tal de Hilde Knag, jovem que Sofia igualmente desconhece. O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste fascinente romance, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países em que foi lançado. De capítulo em capítulo, de "lição" em "lição", o leitor é convidado a trilhar toda a história da filosofia ocidental - dos pré-socráticos aos pós-modernos -, ao mesmo tempo em que se vê envolvido por um intrigante thriller que toma um rumo surpreendente."
GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia: romance da história da filosofia / Jostein Gaarder ; tradução João Azenha Jr. - São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Olá para todos! Em comemoração ao meu dia (modesto eu), o dia do professor, coloco aqui textos bem interessantes sobre a data e sobre a arte de lecionar. Eu já havia comentado alguma coisa sobre os problemas da educação no post anterior. Portanto, aguardem mais novidades! E parabéns a todos os professores!
INTRODUÇÃO
No Brasil, o dia do professor é comemorado em 15 de outubro. E nesse dia, além das homenagens, muitos alunos presenteiam seus mestres com todo tipo de lembranças. De flores a livros ou bijuterias. Mas antigamente, a tradição, ainda presente em várias histórias que ouvimos hoje, era dar uma maçã para os professores numa época em que nem existia o dia do professor. O que poucos sabem é de onde veio e quando surgiu essa tradição. Você já parou para pensar por que maçãs e não frutas do conde?
Por hora, esqueçamos das maçãs: e vamos falar sobre a escolha do dia 15 de outubro para homenagear os professores?
Tudo começou em 15 de outubro de 1827, quando o então imperador D. Pedro I baixou um decreto criando o Ensino Elementar no Brasil. Tal decreto estabelecia uma infinidade de aspectos relacionados à educação brasileira – desde a descentralização do ensino e as matérias básicas a serem lecionadas, até o salário e o regime de contratação dos professores. Estabelecia, ainda, que “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”.
Contudo, foi só em 1947, 120 anos depois do referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração dedicada aos professores. Foi na cidade de São Paulo, em uma escola que situada à Rua Augusta, número 1520, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, o “Caetaninho”. Levando em conta o longo período letivo do segundo semestre, um grupo de professores teve a idéia de organizar um dia de descanso, para “recarregar a bateria” dos alunos e professores. Um dos professores do grupo, Salomão Becker, sugeriu que no dia 15 de outubro, além do breque, fosse comemorado o dia do professor.
A idéia pegou e, aos poucos, foi-se espalhando para outros colégios, cidades, Estados.... enfim, foi oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. A comemoração estava definitivamente enraizada na cultura brasileira.
>E as maçãs?
Agora que você descobriu o porquê do dia 15 de outubro, vamos voltar às frutas do conde... digo, maçãs.
Afinal, por que maçãs? Não teria sido mais legítimo optar por uma fruta tipicamente brasileira, como a jabuticaba ou o araticum-cagão?
Parece que não se cansam da famigerada maçã. Ela está presente no Pecado Original, do Velho Testamento; sobre a cabeça do filho do suiço Willian Tell, servindo como mira para sua flechada; foi o estalo que faltava para Sir Isaac Newton compreender a lei da gravitação universal etc etc etc.... São dezenas de histórias e lá está ela: a incontestável maçã.
No caso dos professores não foi diferente. Acredita-se que a tradição surgiu entre os séculos 16 e 18, época em que os mestres eram muito mal pagos (a reclamação, vale lembrar, persiste até hoje em países como o Brasil). A compensação vinha dos familiares dos alunos, que ofereciam-lhes alimentos ou refeições. É bem provável que a tradição tenha surgido na Europa, já que a maçã era um produto extremamente comum. Na época, era freqüente que os professores recebessem cestos cheios da fruta.
Olá para todos! Semana que vem se comemora um dos meus dias (dia 15 de outubro, dia do professor). Hoje eu coloco um texto muito interesse do escritor Frei Betto (foto acima). O texto puxa para o lado da educação. Tudo é um conjunto: pais, professores e sociedade para educar crianças e adolescentes. Pais devem orientar seus filhos em tudo: drogas, sexualidade, comportamento, etc. Não são filmes alugados em finais de semana e nem comportamentos estereotipados de novelas e seriados que cuidarão de seus filhos. Muitas imprudências poderiam ser evitadas se os pais modernos ao menos parassem um pouco para conversar com os filhos. E professor não faz papel de pai ou mãe; ele educa para vida quanto àquilo que lhe é designado (português, matemática, história...). Há muita confusão aí. Por isso que a sociedade é tão confusa. EDUCAÇÃO PARA TODOS!
EDUCAÇÃO E FASCÍNIO DA FAMA
Revestir uma pessoa de fama precoce é correr o risco de destruí-la. Nem para os adultos é fácil lidar com perdas. Todos nós construímos uma auto-imagem, adornada por funções, posses, talentos e relações familiares e sociais. Basta um desses aspectos ficar arranhado para irromper a insegurança.
Por isso o desemprego, que aumenta com as políticas neoliberais, é tão humilhante. Perdem-se a identidade social, a qualidade de vida, a segurança quanto à sobrevivência da família. Já reparou quando o apresentam a uma pessoa? Não é suficiente saber-lhe o nome. Há curiosidade em conhecer o que ela faz, em que trabalha (Diz a piada que, em São Paulo, pergunta-se em que a pessoa trabalha para saber quanto ganha. Em Minhas, qual o sobrenome para saber se é de boa família. E, no Rio, o melhor é não perguntar nada para não dar confusão).
A falta de emprego é como o chão que se abre sob os pés. Entra-se em depressão. Porque emprego significa salário que, por sua vez, representa a possibilidade de aluguel, alimentação, saúde, educação, etc.
Há pais que nutrem nos filhos falsos ideais: destacar-se como modelo numa passarela, tornar-se desportista de projeção, alcançar a fama como atriz ou ator. O sonho congela-se em ambição e a criança passa a dar-se uma importância ilusória. Ainda que alcance dois minutos de fama, como dizia Andy Warhowl, os tempos de vazio na platéia são infinitamente maiores que os momentos de aplausos.
O adolescente mergulha no estresse de corresponder à expectativa. Tem de provar a si e aos outros que é capaz, o melhor ou a mais charmosa e inteligente. Passa então a viver, não em função dos valores que possui, mas do olhar do outro. Convencido de que é supremo – e incapaz de enfrentar o desmoronamento de seu castelo de areia – ele recorre ao sonho químico, à viagem onírica, ao embalo das drogas.
A família, perplexa, se pergunta: como foi possível? Logo ele, tão inteligente! Foi possível porque a família confundiu brilhantismo com segurança. Considerou-o um adulto precoce. Exigiu vôo de quem ainda não tinha asas crescidas. Deixou de dar-lhe atenção, colo, carinho. Os diálogos em casa passaram à instância de mera funcionalidade: mesada, compras, viagens, problemas escolares, pequenas exigências da administração do cotidiano.
A construção da personalidade é um jogo de relações e comparações, arte mimética de abraçar como modelo aquele que merece a nossa admiração. Hoje, as figuras paradigmáticas não se destacam pelo altruísmo dos ícones religiosos (Jesus, Maria, José, Francisco de Assis, etc.) ou de personalidades como Gandhi, Luther King, Che Guevara e Teresa de Calcutá. A estética do consumo rejeita a ética dos valores.
Famílias e escolas deveriam educar os alunos para lidar com perdas. Afinal, morrem não só pessoas, mas também sonhos, projetos, possibilidades. A mídia deveria dar destaque a pessoas altruístas. Contudo, como esperar que se enfatiza a solidariedade num mundo regido pela competitividade? Como falar de modéstia em tempos de exibicionismo? Como valorizar a partilha se tudo gira em torno da lógica da acumulação?
As drogas não se transformaram na peste do século só por culpa do narcotráfico. Elas são uma quimérica tábua de salvação nessa sociedade que relativiza todos os valores e carnavaliza até a tragédia humana. Não se culpe, indagando onde você errou, como professor ou pai. Pergunte-se pelos valores da sociedade em que vive. E o que faz para muda-los.
(Frei Betto - Escritor, autor de "A obra do artista - uma visão holística do universo [Ática], entre outros livros)
*Um dos primeiros textos que li na faculdade. **Novo contador de visitas! Some o número ao lado com mais de 600 visitas computadas pelo antigo contador!
"A linguagem - a fala humana - é uma inesgotável riqueza de múltiplos valores. A linguagem é inseparável do homem e segue-o em todos os seus atos. A linguagem é o instrumento graças ao qual o homem modela o seu pensamento, seus sentimentos, suas emoções, seus esforços, sua vontade e seus atos, o instrumento graças ao qual ele influencia e é influenciado, a base última e mais profunda da sociedade humana. Mas é também o recurso último e indispensável do homem, seu refúgio nas horas solitárias em que o espírito luta com a existência, e quando o conflito se resolve no monólogo do poeta e na meditação do pensador. Antes mesmo do primeiro despertar de nossa consciência, as palavras já ressoavam a nossa volta, prontas para envolver os primeiros germes frágeis de nosso pensamento e a nos acompanhar inseparavelmente através da vida, desde as mais humildes ocupações da vida cotidiana aos momentos mais sublimes e mais íntimos dos quais a vida de todos os dias retira, graças às lembranças encarnadas pela linguagem, força e calor. A linguagem não é um simples acompanhante, mas sim um fio profundamente tecido na trama do pensamento; para o indivíduo, ela é o tesouro da memória e a consciência vigilante transmitida de pai para filho. Para o bem e para o mal, a fala é a marca da personalidade, da terra natal e da nação, o título de nobreza da humanidade. O desenvolvimento da linguagem está tão inextricavelmente ligado ao da personalidade de cada indivíduo, da terra natal, da nação, da humanidade, da própria vida, que é possível indagar-se se ela não passa de um simples reflexo ou se ela não é tudo isso: a própria fonte do desenvolvimento dessas coisas."
Hjelmslev, 1975.
Comentário meu: Olá para todos! Resolvi colocar algumas palavras do lingüista dinamarquês Louis Hjelmslev sobre a idéia do sentido que emana da linguagem. O que tenho a lamentar é que muitas pessoas não gostam ou não são motivadas a trabalhar a linguagem. Não digo pelo fato de escrever conforme manda a gramática tradicional, mas sim de expôr idéias e pensamentos. Quantas pessoas possuem um espaço para escrever seu pensamento como este blog (falo das que têm acesso à internet)? Quantas gostam de fazer isso? As pessoas deveriam ser estimuladas a pensar e não ter medo nenhum que colocar num papel aquilo que sente. É por isso que o mundo está assim: pessoas que reprimem o seu eu interior, mentem pra si mesmas, vão mal em relacionamentos e dão muito duro para interpretarem textos ou tirarem boas notas em concursos e/ou vestibulares. O que falta mais é leitura aliada à vontade de usar e abusar da linguagem.
Olá para todos! E aqui começamos mais um mês, bem próximo ao final do ano diria eu, pois quando a última sílaba dos meses termina em "bro", significa que o ano já está perto do fim! Bom, enrolando menos aqui, tenho vivido inúmeros dualismos, ou trialismos, ou pentalismos, seja lá a que definição chegar. A mistura de esperança aliada a um conforto, que está junto com a fé e a crença para que algo mude o que às vezes nunca deveria ter mudado (alguém entende isso?) tem me preenchido nos momentos de filosofia.
Hoje coloco uma linda música do Guilherme Arantes. Mais do que pensar no elemento água, devemos pensar na significação da vida, tão frágil e tão forte ao mesmo tempo. A vida às vezes escorrega tão fácil que até esquecemos de dar valor àquele momento em que ela esteve mais presente em nossas vidas. A água que faz gerar e manter vidas é a mesma que na sua fragilidade atravessa pedras. E para quem não se recorda, o nosso planeta Terra é formado por 70% de água (quem deu nome ao planeta não sabia disso). Poderosíssimo elemento esse! Beijão a todos!
Obs: Há tantas pessoas no meu coração, mas vou apenas citar três: mamãe, papai e amor!
PLANETA ÁGUA Guilherme Arantes Composição: Guilherme Arantes
Água que nasce na fonte Serena do mundo E que abre um Profundo grotão Água que faz inocente Riacho e deságua Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios Que levam A fertilidade ao sertão Águas que banham aldeias E matam a sede da população...
Águas que caem das pedras No véu das cascatas Ronco de trovão E depois dormem tranqüilas No leito dos lagos (bis)
Água dos igarapés Onde Iara, a mãe d'água É misteriosa canção Água que o sol evapora Pro céu vai embora Virar nuvens de algodão...
Gotas de água da chuva Alegre arco-íris Sobre a plantação Gotas de água da chuva Tão tristes, são lágrimas Na inundação...
Águas que movem moinhos São as mesmas águas Que encharcam o chão E sempre voltam humildes Pro fundo da terra (bis)
Terra! Planeta Água (3x)
Água que nasce na fonte Serena do mundo E que abre um Profundo grotão Água que faz inocente Riacho e deságua Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios Que levam a fertilidade ao sertão Águas que banham aldeias E matam a sede da população...
Águas que movem moinhos São as mesmas águas Que encharcam o chão E sempre voltam humildes Pro fundo da terra (bis)
Dormi bem enquanto pude Acordei disposto e quase preparado Transpareceu em meu peito essa força A vitalidade queria seu espaço
Mas mal ouso a chegar na janela... Quero ainda continuar sonhando Ou prefiro fingir que não vejo Ou irei me esconder debaixo da mesa!
Tenho medo de sair pra qualquer lugar Só posso contar com a minha própria força Em quem se desconfia às vezes se pode confiar E quem deveria nos proteger pode acabar nos agredindo...
Pra que lugar me leva o meu destino? Desde o "descobrimento" sempre foi assim Explorando ao invés de povoar Marcando a sua história com "absurdos gloriosos"
Não, aqui já não se faz mais justiça, não senhor... Muito dinheiro no rabo e um brinde Muitos vermes na barriga e três caroços de feijão Só não fazem valer as leis porque vai todo mundo pra prisão...
Até onde vale a pena lutar? Já não se derrama sangue pelo futuro O sangue que cai é o dos inocentes Desencorajados de sua honra por sua própria pátria
Um grão de areia na praia Uma cápsula de bala no morro Ei, estamos aqui... Gritando em nome do futuro Mas silenciados pela falta de vergonha...
Por: Roberto Borges
Comentário meu: Hoje venho aqui desabafar um pouco sobre a impunidade e a extrema violência que ronda o nosso mundo. Um acontecimento me fez refletir ainda mais sobre isso. Um assassino revoltado por não ter conseguido entrar numa festa na porta de uma escola saiu atirando em várias pessoas como se elas fossem culpadas por ele ser um vagabundo e incapaz na vida e não ter dinheiro para entrar. Depois de chamarem a polícia, ele correu e atirou em duas garotas inocentes que nada tinham a ver com a situação para desviar a atenção dos policiais. Pra onde está caminhando o nosso mundo? Teremos de engolir que situações como essas se tornem rotina em nossas vidas? Poderia ter sido um parente meu... poderia ter sido eu... A situação traz insegurança. Fica aqui a grande dúvida de nossos jovens de hoje: morreremos de velhice ou por uma bala perdida?
"A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."
->Crônica publicada no livro "A Companheira de viagem" (Editora Record, 1965)
Comentário meu: Olá para todos! Depois de alguns dias sem atualizar, estou de volta. Agradeço as energias positivas que as pessoas estão enviando e que Deus proteja todos nós. Para continuar com a qualidade do meu blog, coloco aqui a crônica de que mais gosto do Fernando Sabino. Simples, tocante e humilde. Certamente algo que tocaria a muitos ver esse sorriso puro mencionado. Até a próxima!
Neste mundo você tentou Não me deixar para trás só. Não há outro modo. Eu rezei aos deuses para deixarem ele ficar. As lembranças aliviam a dor por dentro, Agora eu sei porque.
(Refrão) Todas as minhas lembranças mantêm você próximo. Em momentos silenciosos imagino você aqui. Todas as minhas lembranças mantêm você próximo. Seus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.
Me fez prometer que eu tentaria Encontrar meu caminho de volta nesta vida. Eu espero encontrar um modo Para me dar um sinal que você está bem. Me recordo novamente isto é o valor de tudo Então eu posso continuar seguindo.
(Refrão) Todas as minha lembranças mantêm você próximo. Em momentos silenciosos imagino você aqui. Todas as minhas lembranças mantêm você próximo. Seus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.
Juntos em todas essas lembranças Eu vejo seu sorriso. Todas as lembranças eu guardei tão bem. Meu bem, sabes que irei amá-lo até o fim dos tempos.
(Refrão) Todas as minha lembranças mantêm você próximo. Em momentos silenciosos imagino você aqui. Todas as minhas lembranças mantêm você próximo. Seus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.
Todas as minhas lembranças...
Comentário meu: a vida oscila entre ápices e profundidades. Tudo pode ter um porquê. Serei eu obrigado a permanecer imóvel nas transições da vida? A velha fonte muda de direção e, nessa mudança, ela me faz não ter mais vontade de apreciar a sua água.
Olá, amigos! Um novo mês está começando e uma nova etapa em minha vida também! Fui aprovado com louvor em meu TCC e completei mais um sonho. Porém, desejo nunca parar de alcançar sonhos, de evoluir em meus pensamentos, pois sei que críticas e obstáculos tentarão me derrubar, porém, tenho fé naquilo em que acredito! Agradeço a todos que me apoiaram, que foram assistir à minha defesa e que estiveram ao meu lado o tempo todo!
Para começar o mês (e tentar contextualizar o assunto da transição de fases), coloco uma linda música japonesa que corresponde ao encerramento da fase do Capítulo Elíseos, da Saga de Hades! Como no contexto do anime, é Hades quem está nos Campos Elíseos, então coloquei a palavra "deus" com letra minúscula, pois é apenas um ser mitológico. Ok?
KAMI NO EN - DEL REGNO (tradução) Cantora: Yuko Ishibashi Jardim de deus - O Reino
Se continuar, sem voltar, pelo Rio Lete, encontrará o Jardim de deus O paraíso onde somente as pessoas escolhidas podem chegar O céu é tão distante A Glória medida no céu Uma mão materna se estende Entra no meu peito
Voe pelo firmamento, Armadura Divina, soprando um vento frio que derruba as flores Apesar de toda dor, agonia e dificuldades, liberte-se O Reino
No mundo dos homens, a tristeza não acaba, a luz recai sem parar por toda parte Todos as criaturas vivas são abençoadas com o brilho O mundo vai se reduzindo a nada O universo é feito à semelhança de Deus Recompensa-se com a vida eterna Que mãe castiga o filho?
O arco-íris da eternidade eleva-se na terra sagrada, As estrelas piscam brilhantemente também Apesar de toda dor, agonia e dificuldades, liberte-se O Reino
Voe pelo firmamento, Armadura Divina, soprando um vento frio que derruba as flores Apesar de toda dor, agonia e dificuldades, liberte-se O Reino
(tradução 2) Se subir ao rio Lete acharás o jardim de deus que se estende ao infinito Um paraíso ao qual somente os escolhidos podem vir O céu muito distante O símbolo da glória do rei Estende sua mão materna Segundo seu desejo A armadura divina que dança no ar o vento fresco sopra, balança as flores E nos liberta de toda dor, Preocupação e sofrimento Em seu reino
"Não acredito que a vida seja sempre feita de felicidade, como todos nós sabemos, mas acredito em vários momentos felizes na vida. Hoje, eu tive momentos de chateação e aborrecimento, mas houve pessoas que me deixaram feliz com um sorriso e um abraço, e outras que me deixaram feliz com conversas e brincadeiras. Tudo depende de um dado momento. Posso dizer que nesses momentos eu estive feliz.
Mas o que me deixa mais feliz é saber que posso encontrar a 'minha felicidade' dentro de mim mesmo e não nos outros. A nossa felicidade depende exclusivamente de nós. Não podemos apostar ou colocá-la nas mãos de mais ninguém. As pessoas vêm para complementar a nossa alegria. Nós somos a nossa própria felicidade!"
É curioso observar como a vida nos oferece resposta aos mais variados questionamentos do cotidiano... Vejamos: A mais longa caminhada só é possível passo a passo... O mais belo livro do mundo foi escrito letra por letra... Os milênios se sucedem, segundo a segundo... As mais violentas cachoeiras se formam de pequenas fontes... A imponência do pinheiro e a beleza ipê começaram ambas na simplicidade das sementes...
Não fosse a gota, não haveria chuvas... O mais singelo ninho se fez de pequenos gravetos e a mais bela construção não se teria efetuado senão a partir do primeiro tijolo... As imensas dunas se compõem de minúsculos grãos de areia... Como já refere o adágio popular, nos menores frascos se guardam as melhores fragrâncias...
É quase incrível imaginar que apenas sete notas musicais tenham dado vida à "Ave Maria", de Bach, e à "Aleluia", de Hendel... O brilhantismo de Einstein e a ternura de Tereza de Calcutá tiveram que estagiar no período fetal e nem mesmo Jesus, expressão maior de Amor, dispensou a fragilidade do berço...
... Assim também o mundo de paz, de harmonia e de amor com que tanto sonhamos só será construído a partir de pequenos gestos de compreensão, solidariedade, respeito, ternura, fraternidade, benevolência, indulgência e perdão, dia a dia...
Ninguém pode mudar o mundo, mas podemos mudar uma pequena parcela dele: esta parcela que chamamos de "Eu". Não é fácil nem rápido... Mas vale a pena tentar! Sorria!!!
(Desconheço a autoria)
Comentário meu: pra uns, o sucesso aparece de uma forma muito rápida e essas pessoas nem precisam gastar tempo da vida delas correndo atrás de algo. Para outros, é preciso lutar arduamente para conseguir chegar a ter algo de bom. Mas só quem conhece os grãos de areia que compõem as imensas dunas sabe dar valor e curtir verdadeiramente a natureza da vida. Para quem não conhece os grãos, a vida é assim, igual à figura mostrada acima: puramente mecânica, sem sentido, cheia de máscaras e regrinhas de como se comportar, sem nunca saber como é agir naturalmente e ser você mesmo... Graças a Deus eu conheço os grãos de areia...
*Foto tirada pelo meu amorzão em Balneário Camboriú.
Quem é que nunca teve um Marcelo, um Felipe, um Ricardo, um Rafael, um Júlio ou um Tiago na vida? Tudo bem pode ser uma Raquel, uma Fernanda, uma Natália, uma Ana, uma Patrícia ou uma Aline...
Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa! Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e ter apenas uma, é o mesmo que possuir 10 ao mesmo tempo!
A "fila" anda, a coleção de "figurinhas" cresce, a conta de telefone é sempre altíssima. Mas e ai? O que isso te acrescenta?
Nessas horas sempre surge aquela tradicional perguntinha: Por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca logo na sua vida???
Se o tal "amor" é impontual e imprevisível que se dane!
Não adianta: as pessoas são impacientes! São e sempre vão ser! Tem gente que diz que não é... "Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer".
Mentira! Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido... Jura de pé junto que não, mas vive sempre em busca da famosa cara metade! Pode dar o nome que quiser: amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja... No fim dá tudo no mesmo.
Pode soar brega, cafona... Mas é a realidade. Inclusive o assunto "amor" é sempre cafonérrimo. Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um grande amor.
Poucas pessoas experimentaram nesta vida a sensação de sonhar acordada, de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto...
Não lembro se foi o "Wando" ou se foi o "Reginaldo Rossi" que disse em uma entrevista que se a Marisa Monte não tivesse optado pelo "Amor I love you" e que se o Caetano não tivesse dito "Tô me sentindo muito sozinho..." eles não venderiam mais nenhum disco. Não adianta, o público gosta e vibra com o brega". Não adianta tapar o sol com a peneira. Por mais que você não admita:
- Você ficou triste porque o Leonardo di Caprio morreu em Titanic "e ficou feliz porque a Julia Roberts e o Richard Gere acabaram juntos em "Uma Linda Mulher".
- Existe pelo menos uma música sertaneja ou um "pagodinho" que te deixe com dor de cotovelo;
- Quando você está solteiro e vê um casal aos beijos e abraços no meio da rua você sente a maior inveja;
- Você já se pegou escrevendo o seu nome e o da pessoa pelo qual você está apaixonada no espelho embaçado do banheiro, ou num pedacinho de papel;
- Você já se viu cantando o mantra "Toca telefone toca" em alguma das sextas-feiras de sua vida, ou qualquer outro dia que seja;
- Você já enfiou os pés pelas mãos alguma vez na vida e se atirou de cabeça numa "relação" sem nem perceber que você mal conhecia a outra pessoa e que com este seu jeito de agir ela te acharia um tremendo louco;
- Você, assim como nos contos de fada, sonha em escutar um dia o tal "E foram felizes para sempre..." Bem, preciso continuar? Ok, acho que não...
Negue o quanto quiser, mas sei que já passou por isso, e se não passou, não sabe o quanto está perdendo...
"O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance."
"Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos"
(Autor: Luiz Fernando Veríssimo)
OBS: a estátua da imagem pode ser vista ao vivo no Teatro Nacional em Brasília.
Here we are, talkin' 'bout forever Both know damn well, It's not easy together We've both felt love, we've both felt pain I'll take the sunshine over the rain
And I'll try To love only you And I'll try My best to be true Oh darling, I'll try
So I'm not scared, it's worth a chance to me Take my hand, let's face eternity Well, I can't tell you that I'll never change But I can swear that in every way
I'm not perfect, just another man But I will give you all that I am
EU TENTAREI (tradução )
Aqui estamos nós Conversando sobre o nosso futuro Nós dois conhecemos bem essa maldição Não é facil ficarmos juntos Nós dois sentimos amor Nós dois sentimos dor Eu levarei o sol Através dessa chuva
E eu tentarei amar somente você E eu farei o meu melhor para ser verdade Oh meu amor eu vou tentar
Eu não estou assustado É uma preciosa chance pra mim Segure a minha mão Deixe-a te mostrar a eternidade Bem eu não posso lhe falar Que eu nunca vou mudar Mas eu posso jurar Que de qualquer maneira
Eu não sou perfeito Sou apenas um homem comum Mas eu vou te dar Tudo que eu tenho
Eu vou tentar Ser sincero pra você Eu vou tentar Eu vou tentar Sempre amar você Eu vou tentar