quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sobre o livro aprovado pelo MEC



Bom, eu, como educador que não está exercendo sua profissão, mas que tem formação em Letras com especialização em linguística, quero fazer alguns comentários a respeito do livro que o MEC distribuiu nas escolas recentemente.

Primeiro, quero fazer uma analogia. Temos um guarda-roupa em nosso quarto. Nele há roupas para dias de calor, como também há roupas para dias de frio, e também há roupas para situações mais formais. Ou seja, você pode ter uma camiseta regata, um casaco e um terno. Cada um deles serve para situações diferentes. Você não vai para a praia vestindo um casaco ou um terno (a menos que você seja louco!), ou entrar em um órgão público de camiseta regata. Voltando: cada roupa serve para uma situação diferente. O mesmo acontece com a linguagem.

Falamos diversas variantes da língua portuguesa no nosso dia a dia. É como se fossem vários idiomas. Observem bem o tamanhão do Brasil e sua rica diversidade cultural. Um nordestino não fala da mesma maneira que um gaúcho ou um paulista, mas todos eles falam português (brasileiro). Aonde eu quero chegar? Calma. O Ministério da Educação ao aprovar que o tal livro contenha o polêmico conteúdo pensou na riqueza da nossa língua e também na ignorância que nos cega. Primeiro porque não existem erros de português quando se trata de falantes da língua portuguesa. Existem "variantes". Ao mostrar no livro a frase "os livro", o MEC quer mostrar para todos aqueles que possuem um profundo preconceito com a linguagem (e, por tabela, por si mesmos) que essa frase existe e está presente no nosso cotidiano. Isso não quer dizer que existe forma correta ou não. Existe a forma que temos que falar na escola e nos lugares de trabalho: "os livros". Mas em qualquer outro lugar, como roda de amigos ou com a família, "os livro" é uma frase que se sai bem e que é entendida por todos os falantes de língua portuguesa.

Devo ressaltar bem que toda pessoa que nasceu no Brasil sabe falar português. Fala conforme a variação linguística, até porque a maneira como falamos é algo individual, tanto quanto a nossa impressão digital. Ao falar "os livro", aquela pessoa talvez só queira usar camiseta regata a vida toda. No ambiente que ela nasceu, talvez seja possível ela usar camiseta regata sempre, mas se ela for para o mundo da escola, da faculdade ou do trabalho, ela vai ter que tirar a camiseta regata e vestir uma outra camisa mais formal. É possível com essa analogia entender como funciona a linguagem. A língua chamada de "padrão" nada mais é a forma como a escola e a sociedade (muito hipócrita, por sinal) querem que a gente fala, sendo que essa mesma sociedade nem sequer dá conta de expressar a tal da "língua padrão" que tanto pregam. Ninguém consegue, nem mesmo os tais gramáticos, que vivem se contradizendo.

Muitas vezes, até o que consideramos "erro" um dia pode ter sido o correto ou poderá virar o certo no futuro. As pessoas não escolarizadas sabem falar a língua portuguesa, mas de uma maneira mais arcaica (quem estudou latim sabe que muitas peças se encaixam quando se observa a linguagem dos menos escolarizados). Porém, é claro que concordo que se quisermos evoluir, temos que ter um certo padrão no modo de viver. O que o MEC quer mostrar é que a variante existe para que deixemos de ser um pouco tolos e assim abrirmos a cabeça para as possibilidades. Principalmente para a nossa bela língua portuguesa.

Educadora de coragem!



Olá, amigos. Neste primeiro post de hoje, coloco um vídeo muito bacana de uma educadora que colocou pra fora o que muitos de nós gostaríamos de fazer na frente de políticos. A situação ocorreu no Rio Grande do Norte. Espero que gostem! Eu estou aqui batendo palmas sem parar!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Você tem medo de dizer "eu te amo"?



Ai, ai, estou devendo atualizações, mas deixa a poeira abaixar um pouco para a inspiração voltar. Enquanto isso, fiquem com esse vídeo super bacana, rs.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A história do barômetro (Aniversário de 3 anos do blog no dia 29 de abril)


Olá, amigos do meu blog! Depois de algum tempinho sem postar, estou aqui de volta. Queria até dizer que o meu blog comemorou 3 anos no dia 29 de abril, mas não pude fazer uma postagem porque viajei. Tocar uma página na internet assim não é fácil, pois é preciso ter ideias, inovar para que nunca caia na mesmice. E, como propus com o título, é preciso respeitar o foco de colocar coisas inteligentes, interessantes e que sempre acrescentem alguma coisa. Não fiz uma postagem no dia 29 de abril, mas coloco uma bem interessante hoje para comemorar os 3 anos. Vale a pena ler toda! E que venham mais 3, 6, 9...



A HISTÓRIA DO BARÔMETRO

Algum tempo atrás recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física, que recebera nota ‘zero’. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma ‘conspiração do sistema’ contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido. Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: ‘Mostrar como pode-se determinar a altura de um edifício bem alto com o auxilio de um barômetro’.

A resposta do estudante foi a seguinte:

‘Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício’.

Sem dúvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto. Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma classificação para um curso de Física, mas a resposta não confirmava isso.

Sugeri então que fizesse uma outra tentativa para responder à questão. Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquele que eu imaginei lhe seria um bom desafio. Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder à questão; isto após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de física.

Passados cinco minutos ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o teto da sala. Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida, e não tinha tempo a perder.

Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade tinha muitas respostas, e estava justamente escolhendo a melhor. Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse.

No momento seguinte ele escreveu esta resposta: ‘Vá ao alto do edifico, incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo de queda desde a largada até o toque com o solo. Depois, empregando a fórmula h = 1/2gt2 calcule altura do edifício’.

Perguntei então ao meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta, e se concordava com a minha disposição em conferir praticamente nota máxima á prova. Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo.

Ao sair da sala lembrei-me que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti á curiosidade e perguntei-lhe quais eram estas respostas.

‘Ah!, sim,’ – disse ele – ‘há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro’.

Perante a minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações.

‘Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo. bem como a do edifício. Depois, usando uma simples regra de tres, determina-se a altura do edifício’.

‘Um outro método básico de medida, aliás bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. Contando o número de marcas ter-se a altura do edifício em unidades barométricas’.

‘Um método mais sofisticado seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g,s, e a altura do edifício pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença’.

‘Finalmente’, concluiu, ’se não for cobrada uma solução física para o problema, existem outras respostas. Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater á porta do síndico. Quando ele aparecer; diz-se:

Caro Sr. síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o Sr. me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente’.

A esta altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta ‘esperada’ para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto com as tentativas dos professores de controlar o seu raciocínio e a cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas, que ele resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa."


(Pesquiso depois a autoria)

terça-feira, 26 de abril de 2011

Charles Chaplin - frases

Abre aspas:

A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.

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A vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe.

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Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.

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Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Autoestima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!


Fecha aspas.


Por: Charles Chaplin

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Até quando esperar?



Realmente somos um país riquíssimo! Pra pagar tantos impostos, ficarmos calados vendo a gasolina subir exageradamente e SEM MOTIVO NENHUM, além de verem nossos políticos safados ganharem mais de 26 mil! Coisa pra gente rica mesmo! Dá vergonha de morar num país como esse, onde somos feitos de palhaços o tempo todo!



ATÉ QUANDO ESPERAR
Plebe Rude
Composição : André X/Gutje/Philippe Seabra


Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição

Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração

Até quando esperar

E cadê a esmola que nós damos
Sem perceber que aquele abençoado
Poderia ter sido você
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração

Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus
Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus

Posso
Vigiar teu carro
Te pedir trocados
Engraxar seus sapatos
Posso
Vigiar teu carro
Te pedir trocados
Engraxar seus sapatos

Sei
Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Até quando esperar
A plebe ajoelhar
Até quando esperar
A plebe ajoelhar
Esperando a ajuda do divino Deus

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ah, bons tempos de músicas boas...





GOODBYE
Air Supply


I can see the pain living in your eyes
And I know how hard you try
You deserve to have so much more
I can feel your heart and I sympathize
And I'll never criticize
All you've ever meant to my life

I don't want to let you down
I don't want to lead you on
I don't want to hold you back
From where you might belong

You would never ask me why
My heart is so disguised
I just can't live a lie anymore
I would rather hurt myself
Than to ever make you cry
There's nothing left to say but goodbye

You deserve the chance at the kind of love
I'm not sure I'm worthy of
Losing you is painful to me

I don't want to let you down
I don't want to lead you on
i don't want to hold you back
From where you might belong

You would never ask me why
My heart is so disguised
I just can't live a lie anymore
I would rather hurt myself
Than to ever make you cry
There's nothing left to say but goodbye

You would never ask me why
My heart is so disguised
I just can't live a lie anymore
I would rather hurt myself
Than to ever make you cry
There's nothing left to try
Though it's gonna hurt us both
There's no other way than to say goodbye




ADEUS


Eu consigo ver a dor vivendo nos seus olhos,
E eu sei o quão duramente você tenta.
Você merece ter muito mais
Eu consigo sentir seu coração e me compadeço,
E nunca criticarei
Tudo que você algum dia significou para minha vida

Eu não quero te desapontar,
Eu não quero te iludir,
Eu não quero te manter afastada
De onde você talvez pertença

Você nunca me perguntaria porquê
Meu coração é tão dissimulado.
Eu simplemente não posso mais viver uma mentira
Eu preferiria magoar a mim mesmo
Do que algum dia te fazer chorar
Não sobrou nada para dizer, exceto adeus

Você merece a chance em um agradável amor
Eu não tenho certeza de que sou digno.
Perder você é doloroso pra mim

Eu não quero te desapontar,
Eu não quero te iludir,
Eu não quero te manter afastada
De onde você talvez pertença

Você nunca me perguntaria porquê
Meu coração é tão dissimulado.
Eu simplemente não posso mais viver uma mentira
Eu preferiria magoar a mim mesmo
Do que algum dia te fazer chorar
Não sobrou nada para dizer, exceto adeus

Você nunca me perguntaria porquê
Meu coração é tão dissimulado.
Eu simplemente não posso mais viver uma mentira
Eu preferiria magoar a mim mesmo
Do que algum dia te fazer chorar.
Não sobrou nada para tentar,
Embora isso vá magoar a ambos,
Não existe outro meio a não ser dizer adeus

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A escola deveria ser um lugar de encanto


Venho aqui neste meu espaço demonstrar a minha profunda tristeza pelo ocorrido hoje no Rio de Janeiro. Um homem armado entrou em uma escola pública, atirou contra os alunos e depois suicidou-se. O primeiro fato que quero comentar é a audácia e a loucura de um homem que já se levanta de sua cama, se arma e pensa em tirar a vida de alguém. Claro, não descarto que essa pessoa deve ter passado por muitos traumas na infância e manteve problemas psicológicos não tratados. Infelizmente nem todos os pais e professores estão capacitados a trabalhar com a mente de alguém que sofreu bullying ou outros tipos de abusos. No entanto, devo ser bem frio e dizer que não estamos pensando no que este assassino sofreu, mas sim com as mortes que ele ocasionou. Nos comove pensar na dor de uma mãe e um pai que perdeu o filho assim. Poderia ter acontecido com qualquer um de nós!

Eu entendo que cada ser humano tem um tipo de, digamos, receptividade das emoções e sensações do meio em que vive. Por exemplo, a maneira como eu me comporto ao ver sangue pode ser diferente da maneira como uma outra pessoa se comporta. Tudo tem a ver com questões culturais, situações ruins ou não e até mesmo quando nos espelhamos no comportamento de outras pessoas naquela determinada situação. Eu tenho consciência dos traumas que sofri na escola e no que isso ocasionou em minha vida, mas não me deu motivos para voltar até lá e cometer uma barbaridade. Mas isso sou eu, minha educação, minha cultura e minha espiritualidade. Talvez esse infeliz assassino teve uma vida bastante conturbada e não teve ajuda para poder se tratar.

Outro ponto que quero tocar é o que mais me revolta: se os prédios do Congresso Nacional, dos ministérios e de vários outros órgãos públicos têm policiamento e são prédios bonitos e bem feitos, por que as escolas públicas também não são assim? Ora, não é pedir demais! É na escola que se forma um cidadão! É nela que deveríamos nos sentir incentivados e orgulhosos de estarmos lá todos os dias. É lá que a sociedade forma seus cidadãos para que ela mesma se beneficie da capacidade intelectual deles. A escola pública deveria ser um prédio maravilhoso de se estar, com profissionais muito bem pagos e preparados psicologicamente (afinal, todo o processo começa ali) e equipamentos de última geração.

Educação é a base de tudo. É com ela que aprendemos como se comportar em sociedade, como nos tornarmos seres pensantes, como definir o que queremos para a nossa vida, como aprender a lidar com nossas emoções... enfim. Enquanto esse setor não for priorizado por nossos governantes, teremos um povo à mercê de situações precárias de vida e muitas outras subcondições. Porém, talvez nem seja de interesse desses governantes, pois pessoas que tenham consciência de tudo o que acontece e sabem questionar não é algo bom para eles. É mais fácil um governante mandar, abusar e tirar proveito de quem não sabe questionar e não é conhecedor de seus direitos. E, ainda de quebra, garantir uma vaguinha para ele nos poderes executivo ou legislativo por mais alguns anos.

Nenhum de nós - Camila




CAMILA CAMILA
Nenhum de Nós
Composição : Carlos Stein / Sady Hömrich / Thedy Corrêa

Depois da última noite de festa
Chorando e esperando amanhecer, amanhecer
As coisas aconteciam com alguma explicação
Com alguma explicação

Depois da última noite de chuva
Chorando e esperando amanhecer, amanhecer
Às vezes peço a ele que vá embora
Que vá embora

Camila
Camila, Camila

Eu que tenho medo até de suas mãos
Mas o ódio cega e você não percebe
Mas o ódio cega

E eu que tenho medo até do seu olhar
Mas o ódio cega e você não percebe
Mas o ódio cega

A lembrança do silêncio
Daquelas tardes, daquelas tardes
Da vergonha do espelho
Naquelas marcas, naquelas marcas

Havia algo de insano
Naqueles olhos, olhos insanos
Os olhos que passavam o dia
A me vigiar, a me vigiar

Camila
Camila, Camila

E eu que tinha apenas 17 anos
Baixava a minha cabeça pra tudo
Era assim que as coisas aconteciam
Era assim que eu via tudo acontecer

domingo, 3 de abril de 2011

Aprendizados


Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida.


(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 23 de março de 2011

Perdoar...


Perdoar me acrescenta
Me vivifica
Faz a vida ter sentido
Faz o mundo valer à pena
Me faz dar um passo à frente de muitas pessoas
Me faz traz felicidade
Não me dá vergonha

O mundo só será melhor quando houver compaixão e perdão
E os corações dos homens voltarem a ser como os das crianças
Que brigam, mas logo pedem desculpas
Porque tudo aqui é transitório
A vida é tão frágil; o coração é tão frágil
Perdoar é conseguir algo a mais, muito mais do que muitas coisas materiais
É conseguir paz para o seu interior

Infelizmente o perdão é para poucos - tanto para quem perdoa quanto para quem é perdoado
É uma virtude e um quê a mais para a vida da pessoa
Às vezes não conseguimos cumprir tais objetivos ou sermos felizes
Tudo porque não perdoamos alguém em algum determinado momento da nossa vida
Pra que remoer se tudo é passageiro?
A linha do tempo de vida de uma das pessoas pode acabar amanhã
Perdoe antes que seja tarde demais!

domingo, 20 de março de 2011

Eu prometo


..Prometa a si mesmo:
ser tão forte que nada perturbe
a paz de sua mente.
Falar de felicidade, saúde e
prosperidade a cada pessoa
que conhecer.
Fazer sentir aos seus amigos
que há algo de valor neles.
Ver o lado brilhante de cada
coisa e conseguir otimismo
por meio dele.
Pensar somente o melhor,
trabalhar somente pelo melhor.
Ser tão entusiasta, pelo êxito dos
demais como por seu próprio.
Esquecer os erros do passado e insistir
para conseguir grandes realizações no futuro.
Exibir um aspecto atraente em todo o tempo.
Obsequiar cada pessoa conhecida com um sorriso.
Dar tanto tempo ao seu melhoramento pessoal
que não sobre tempo para criticar os outros.
Ser demasiado grande para preocupar-se,
demasiado nobre para irar-se,
demasiado feliz para permitir a presença
de problemas que perturbem a SUA FÉ.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Top 10! (Dances)




Olá, amigos do meu blog! Se o youtube não excluiu todos os vídeos que já postei aqui, esse será o meu centésimo. E nada mais justo do que colocar uma das músicas que está no meu top 10 de melhor músicas de todos os tempos (pra mim). Pretendo fazer um top 10 com as melhores músicas dances. De algum jeito, esse dance me marcou muito nos anos 90. Até hoje, quando escuto, me traz uma sensação de liberdade.



WHAT IS LOVE
(Haddaway)

CHORUS:
What is love
Baby don't hurt me
Don't hurt me
no more

Baby don't hurt me
Don't hurt me
no more
What is love
Yeah

Oh I don't know
why you're not fair
I give you my love
but you don't care
So what is right
and what is wrong
gimme a sign

What is love
Baby don't hurt me
Don't hurt me
no more

What is love
Baby don't hurt me
Don't hurt me
no more

ooh ooh ooh oohoo oh oh oh
...

Oh I don't know
what can I do
what else can I say
it's up to you
I know we're one
just me and you
I can't go on

What is love
Baby don't hurt me
Don't hurt me
no more

What is love
Baby don't hurt me
Don't hurt me
no more

ooh ooh ooh oohoo oh oh oh
...

What is love
What is love
What is love
Baby don't hurt me
Don't hurt me
no more
Don't hurt me
Don't hurt me

I want no other
No other love
This is our life
our time
When we are together
I need you forever
Is it love

What is love
Baby don't hurt me
Don't hurt me
no more



O QUE É O AMOR

REFRÃO:
O que é amor
Amor não me machuque
Não me machuque
Mais não

Amor não me machuque
Não me machuque
Mais não
O que é amor
Yeah

Oh eu não sei
Por que você nao é justo
Eu te dei o meu amor
Mas você não se importou
Então o que é certo
e o que é errado
me dê um sinal

O que é amor
Amor não me machuque
Não me machuque
Mais não

O que é amor
Amor não me machuque
Não me machuque
Mais não

ooh ooh ooh oohoo oh oh oh
...

Oh eu não sei
O que eu posso fazer
O que mais eu posso dizer
Depende de você
Eu sei que somos um
Apenas eu e você
Eu não posso continuar

O que é amor
Amor não me machuque
Não me machuque
Mais não

O que é amor
Amor não me machuque
Não me machuque
Mais não

ooh ooh ooh oohoo oh oh oh
...

O que é amor
O que é amor
O que é amor
Amor não me machuque
Não me machuque
Mais não
Não me machuque
Não me machuque

Eu não quero outro
Nenhum outro amor
Essa é nossa vida
Nosso tempo
Quando estamos juntos
Eu preciso de você pra sempre
É o amor

O que é amor
Amor não me machuque
Não me machuque
Mais não

segunda-feira, 14 de março de 2011

Certas companhias...


Como é importante ter boas companhias durante esse rápido processo chamado vida. É certo que todo ser humano precisa de uma companhia. Quem não tem, se torna alguém frustrado, fechado para o mundo, adquire um comportamento que é difícil para os outros em volta lidarem e até mesmo desenvolve várias doenças. Claro, uma mente nada sã tem um corpo nada são. E olha que ainda nem falei das energias negativas que desencadeiam eventos negativos.

Precisamos compartilhar experiências com outras pessoas, falar de nós mesmos e saber ouvir também, pois companhia é uma troca de ideias, uma interação que deve ser respeitada. De que vale aquela companhia se ela só quer ser escutada e não escuta?

Acho que até já comentei algo com relação a esse assunto em postagens anteriores. Hoje eu quero falar de companhias negativas e positivas. Companhias negativas, como todos devem saber, são aquelas que nos deixam cabisbaixos, inferiorizados e até mesmo traumatizados. Não tem como a gente evitar que pessoas que nos trazem essa sensação cheguem perto de nós, até porque quem vê cara, não vê intenção (ou coração também, rs). Essas pessoas nos colocam tão pra baixo que até o nosso humor muda e nos contagia com o modo amargo de ver a vida. Claro, as pessoas em volta percebem tudo isso e se afastam de nós.

Já as companhias positivas te colocam lá pra cima e se preocupam contigo. Chamam para estar juntos e bolar um programa legal, riem, contam piadas e se ajudam. Elas sim sabem prezar pela interação, pois mesmo quando fazem piadas, procuram não atingir seu ego ou te deixar inferiorizado. Não que isso não vá acontecer, mas é com menor frequência, já que o ser humano é falho. Devemos nos aproximar de pessoas assim para que tenhamos uma boa qualidade de vida.

Boas companhias são aquelas que estão sempre nos completando (é, a gente nunca chega aos 100%, daí a palavra na forma do gerúndio) e nos dão saudade com a sua ausência. Quanto às más companhias, é preciso ter discernimento e até coragem para se afastar aos poucos, pois nem sempre é facil desligar-se.

sábado, 12 de março de 2011

Coisas da infância






Há músicas que nos emocionam e nos fazem lembrar de determinados momentos da vida. Há músicas para momentos da infância, músicas que lembram um amigo ou parente, músicas que lembram o início de um namoro, enfim, pra todos os tipos de situações. Hoje, coloco uma música infantil de um disco da Turma da Mônica que ganhei em 1987. Escutando essa música outro dia, me veio a lembrança forte de minha irmã e não me aguentei de emoção. Engraçado notar como é a vida e pode voltar atrás no tempo com uma simples canção infantil. É conseguir resgatar por alguns momentos fatos que não gostaríamos que nunca tivessem passado.