domingo, 18 de setembro de 2011

Um triste poeta


UM TRISTE POETA


O triste poeta sem rumo vaga
Pelo tenebroso mundo gelado da solidão
Com uma arma na mão não sabe se mata
Ou se faz mais uma tentativa daquela impossível paixão

Ele caminha em qualquer direção, sem com nada se importar
Não existem mais lágrimas para serem derramadas
De uma hora pra outra, seus versos perderam a rima...
E a sua caneta, se empoeirou no esquecimento...

O triste poeta sentiu um pedaço de si ser arrancado!
Uma certa pessoa lhe disse que para sempre iria te amar
Mas sem ao menos avisar, seu coração foi esquecido e abandonado
Como se amassa um papel que nunca mais vai se usar

Mas esse triste poeta decidiu erguer a cabeça
Decidiu tentar se esquivar do ódio e da dor
Mas talvez ao pegar a prancheta ele nunca se esqueça
De que foi ali, que escreveu incontáveis poemas para o seu grande amor...


Por: Roberto Borges

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