terça-feira, 21 de outubro de 2008

O mundo de Sofia


O MUNDO DE SOFIA

Olá para todos! Depois de passar alguns dias sem atualizar o meu querido blog, estou eu aqui de volta! E como cultura é o nome deste blog, estava ainda faltando eu falar de alguma literatura boa para preencher o espaço artístico desse espaço virtual!

O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, é um livro impressionante que consegue atrair o leitor da primeira até a última página. Cercado por inúmeras questões filosóficas que atraem a curiosidade de todos, você nem sente que está virando as páginas do livro. Confesso que até achei o livro pequeno com apenas as suas 550 páginas de pura diversão. Quero bis! Sei que o autor tentou fazer um romance, e não um curso complexo de filosofia para detalhar Platão, Aristóteles, Demócrito, Hegel, Kierkegaard, Kant... Além das lições de filosofia, você ainda se diverte com a curiosa Sofia, que está em busca da solução de um mistério: saber quem é o seu professor de filosofia e descobrir como vai encontrar Hilde Knag, uma garota que ela nunca viu na vida. Nota 10!


Resumo da contra-capa:

"Às vesperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo em que vivemos. Os postais foram mandados do Líbano, por um major desconhecido, para uma tal de Hilde Knag, jovem que Sofia igualmente desconhece.
O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste fascinente romance, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países em que foi lançado. De capítulo em capítulo, de "lição" em "lição", o leitor é convidado a trilhar toda a história da filosofia ocidental - dos pré-socráticos aos pós-modernos -, ao mesmo tempo em que se vê envolvido por um intrigante thriller que toma um rumo surpreendente."

GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia: romance da história da filosofia / Jostein Gaarder ; tradução João Azenha Jr. - São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O dia do professor


Olá para todos! Em comemoração ao meu dia (modesto eu), o dia do professor, coloco aqui textos bem interessantes sobre a data e sobre a arte de lecionar. Eu já havia comentado alguma coisa sobre os problemas da educação no post anterior. Portanto, aguardem mais novidades! E parabéns a todos os professores!


INTRODUÇÃO

No Brasil, o dia do professor é comemorado em 15 de outubro. E nesse dia, além das homenagens, muitos alunos presenteiam seus mestres com todo tipo de lembranças. De flores a livros ou bijuterias. Mas antigamente, a tradição, ainda presente em várias histórias que ouvimos hoje, era dar uma maçã para os professores numa época em que nem existia o dia do professor. O que poucos sabem é de onde veio e quando surgiu essa tradição. Você já parou para pensar por que maçãs e não frutas do conde?

Por hora, esqueçamos das maçãs: e vamos falar sobre a escolha do dia 15 de outubro para homenagear os professores?

Tudo começou em 15 de outubro de 1827, quando o então imperador D. Pedro I baixou um decreto criando o Ensino Elementar no Brasil. Tal decreto estabelecia uma infinidade de aspectos relacionados à educação brasileira – desde a descentralização do ensino e as matérias básicas a serem lecionadas, até o salário e o regime de contratação dos professores. Estabelecia, ainda, que “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”.

Contudo, foi só em 1947, 120 anos depois do referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração dedicada aos professores. Foi na cidade de São Paulo, em uma escola que situada à Rua Augusta, número 1520, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, o “Caetaninho”. Levando em conta o longo período letivo do segundo semestre, um grupo de professores teve a idéia de organizar um dia de descanso, para “recarregar a bateria” dos alunos e professores. Um dos professores do grupo, Salomão Becker, sugeriu que no dia 15 de outubro, além do breque, fosse comemorado o dia do professor.

A idéia pegou e, aos poucos, foi-se espalhando para outros colégios, cidades, Estados.... enfim, foi oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. A comemoração estava definitivamente enraizada na cultura brasileira.

>E as maçãs?

Agora que você descobriu o porquê do dia 15 de outubro, vamos voltar às frutas do conde... digo, maçãs.

Afinal, por que maçãs? Não teria sido mais legítimo optar por uma fruta tipicamente brasileira, como a jabuticaba ou o araticum-cagão?

Parece que não se cansam da famigerada maçã. Ela está presente no Pecado Original, do Velho Testamento; sobre a cabeça do filho do suiço Willian Tell, servindo como mira para sua flechada; foi o estalo que faltava para Sir Isaac Newton compreender a lei da gravitação universal etc etc etc.... São dezenas de histórias e lá está ela: a incontestável maçã.

No caso dos professores não foi diferente. Acredita-se que a tradição surgiu entre os séculos 16 e 18, época em que os mestres eram muito mal pagos (a reclamação, vale lembrar, persiste até hoje em países como o Brasil). A compensação vinha dos familiares dos alunos, que ofereciam-lhes alimentos ou refeições. É bem provável que a tradição tenha surgido na Europa, já que a maçã era um produto extremamente comum. Na época, era freqüente que os professores recebessem cestos cheios da fruta.


Fonte: ( http://pessoas.hsw.uol.com.br/professor-maca.htm )

sábado, 11 de outubro de 2008

Educação e fascínio da fama


Olá para todos! Semana que vem se comemora um dos meus dias (dia 15 de outubro, dia do professor).
Hoje eu coloco um texto muito interesse do escritor Frei Betto (foto acima). O texto puxa para o lado da educação. Tudo é um conjunto: pais, professores e sociedade para educar crianças e adolescentes. Pais devem orientar seus filhos em tudo: drogas, sexualidade, comportamento, etc. Não são filmes alugados em finais de semana e nem comportamentos estereotipados de novelas e seriados que cuidarão de seus filhos. Muitas imprudências poderiam ser evitadas se os pais modernos ao menos parassem um pouco para conversar com os filhos. E professor não faz papel de pai ou mãe; ele educa para vida quanto àquilo que lhe é designado (português, matemática, história...). Há muita confusão aí. Por isso que a sociedade é tão confusa. EDUCAÇÃO PARA TODOS!


EDUCAÇÃO E FASCÍNIO DA FAMA

Revestir uma pessoa de fama precoce é correr o risco de destruí-la. Nem para os adultos é fácil lidar com perdas. Todos nós construímos uma auto-imagem, adornada por funções, posses, talentos e relações familiares e sociais. Basta um desses aspectos ficar arranhado para irromper a insegurança.

Por isso o desemprego, que aumenta com as políticas neoliberais, é tão humilhante. Perdem-se a identidade social, a qualidade de vida, a segurança quanto à sobrevivência da família. Já reparou quando o apresentam a uma pessoa? Não é suficiente saber-lhe o nome. Há curiosidade em conhecer o que ela faz, em que trabalha (Diz a piada que, em São Paulo, pergunta-se em que a pessoa trabalha para saber quanto ganha. Em Minhas, qual o sobrenome para saber se é de boa família. E, no Rio, o melhor é não perguntar nada para não dar confusão).

A falta de emprego é como o chão que se abre sob os pés. Entra-se em depressão. Porque emprego significa salário que, por sua vez, representa a possibilidade de aluguel, alimentação, saúde, educação, etc.

Há pais que nutrem nos filhos falsos ideais: destacar-se como modelo numa passarela, tornar-se desportista de projeção, alcançar a fama como atriz ou ator. O sonho congela-se em ambição e a criança passa a dar-se uma importância ilusória. Ainda que alcance dois minutos de fama, como dizia Andy Warhowl, os tempos de vazio na platéia são infinitamente maiores que os momentos de aplausos.

O adolescente mergulha no estresse de corresponder à expectativa. Tem de provar a si e aos outros que é capaz, o melhor ou a mais charmosa e inteligente. Passa então a viver, não em função dos valores que possui, mas do olhar do outro. Convencido de que é supremo – e incapaz de enfrentar o desmoronamento de seu castelo de areia – ele recorre ao sonho químico, à viagem onírica, ao embalo das drogas.

A família, perplexa, se pergunta: como foi possível? Logo ele, tão inteligente! Foi possível porque a família confundiu brilhantismo com segurança. Considerou-o um adulto precoce. Exigiu vôo de quem ainda não tinha asas crescidas. Deixou de dar-lhe atenção, colo, carinho. Os diálogos em casa passaram à instância de mera funcionalidade: mesada, compras, viagens, problemas escolares, pequenas exigências da administração do cotidiano.

A construção da personalidade é um jogo de relações e comparações, arte mimética de abraçar como modelo aquele que merece a nossa admiração. Hoje, as figuras paradigmáticas não se destacam pelo altruísmo dos ícones religiosos (Jesus, Maria, José, Francisco de Assis, etc.) ou de personalidades como Gandhi, Luther King, Che Guevara e Teresa de Calcutá. A estética do consumo rejeita a ética dos valores.

Famílias e escolas deveriam educar os alunos para lidar com perdas. Afinal, morrem não só pessoas, mas também sonhos, projetos, possibilidades. A mídia deveria dar destaque a pessoas altruístas. Contudo, como esperar que se enfatiza a solidariedade num mundo regido pela competitividade? Como falar de modéstia em tempos de exibicionismo? Como valorizar a partilha se tudo gira em torno da lógica da acumulação?

As drogas não se transformaram na peste do século só por culpa do narcotráfico. Elas são uma quimérica tábua de salvação nessa sociedade que relativiza todos os valores e carnavaliza até a tragédia humana. Não se culpe, indagando onde você errou, como professor ou pai. Pergunte-se pelos valores da sociedade em que vive. E o que faz para muda-los.


(Frei Betto - Escritor, autor de "A obra do artista - uma visão holística do universo [Ática], entre outros livros)

*Um dos primeiros textos que li na faculdade.
**Novo contador de visitas! Some o número ao lado com mais de 600 visitas computadas pelo antigo contador!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O sentido que emana da linguagem


O SENTIDO QUE EMANA DA LINGUAGEM

"A linguagem - a fala humana - é uma inesgotável riqueza de múltiplos valores. A linguagem é inseparável do homem e segue-o em todos os seus atos. A linguagem é o instrumento graças ao qual o homem modela o seu pensamento, seus sentimentos, suas emoções, seus esforços, sua vontade e seus atos, o instrumento graças ao qual ele influencia e é influenciado, a base última e mais profunda da sociedade humana. Mas é também o recurso último e indispensável do homem, seu refúgio nas horas solitárias em que o espírito luta com a existência, e quando o conflito se resolve no monólogo do poeta e na meditação do pensador. Antes mesmo do primeiro despertar de nossa consciência, as palavras já ressoavam a nossa volta, prontas para envolver os primeiros germes frágeis de nosso pensamento e a nos acompanhar inseparavelmente através da vida, desde as mais humildes ocupações da vida cotidiana aos momentos mais sublimes e mais íntimos dos quais a vida de todos os dias retira, graças às lembranças encarnadas pela linguagem, força e calor. A linguagem não é um simples acompanhante, mas sim um fio profundamente tecido na trama do pensamento; para o indivíduo, ela é o tesouro da memória e a consciência vigilante transmitida de pai para filho. Para o bem e para o mal, a fala é a marca da personalidade, da terra natal e da nação, o título de nobreza da humanidade. O desenvolvimento da linguagem está tão inextricavelmente ligado ao da personalidade de cada indivíduo, da terra natal, da nação, da humanidade, da própria vida, que é possível indagar-se se ela não passa de um simples reflexo ou se ela não é tudo isso: a própria fonte do desenvolvimento dessas coisas."

Hjelmslev, 1975.


Comentário meu: Olá para todos! Resolvi colocar algumas palavras do lingüista dinamarquês Louis Hjelmslev sobre a idéia do sentido que emana da linguagem. O que tenho a lamentar é que muitas pessoas não gostam ou não são motivadas a trabalhar a linguagem. Não digo pelo fato de escrever conforme manda a gramática tradicional, mas sim de expôr idéias e pensamentos. Quantas pessoas possuem um espaço para escrever seu pensamento como este blog (falo das que têm acesso à internet)? Quantas gostam de fazer isso? As pessoas deveriam ser estimuladas a pensar e não ter medo nenhum que colocar num papel aquilo que sente. É por isso que o mundo está assim: pessoas que reprimem o seu eu interior, mentem pra si mesmas, vão mal em relacionamentos e dão muito duro para interpretarem textos ou tirarem boas notas em concursos e/ou vestibulares. O que falta mais é leitura aliada à vontade de usar e abusar da linguagem.

sábado, 4 de outubro de 2008

Terra, o Planeta Água

Olá para todos! E aqui começamos mais um mês, bem próximo ao final do ano diria eu, pois quando a última sílaba dos meses termina em "bro", significa que o ano já está perto do fim! Bom, enrolando menos aqui, tenho vivido inúmeros dualismos, ou trialismos, ou pentalismos, seja lá a que definição chegar. A mistura de esperança aliada a um conforto, que está junto com a fé e a crença para que algo mude o que às vezes nunca deveria ter mudado (alguém entende isso?) tem me preenchido nos momentos de filosofia.

Hoje coloco uma linda música do Guilherme Arantes. Mais do que pensar no elemento água, devemos pensar na significação da vida, tão frágil e tão forte ao mesmo tempo. A vida às vezes escorrega tão fácil que até esquecemos de dar valor àquele momento em que ela esteve mais presente em nossas vidas. A água que faz gerar e manter vidas é a mesma que na sua fragilidade atravessa pedras. E para quem não se recorda, o nosso planeta Terra é formado por 70% de água (quem deu nome ao planeta não sabia disso). Poderosíssimo elemento esse! Beijão a todos!

Obs: Há tantas pessoas no meu coração, mas vou apenas citar três: mamãe, papai e amor!


PLANETA ÁGUA
Guilherme Arantes
Composição: Guilherme Arantes

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...

Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos (bis)

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão...

Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação...

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra (bis)

Terra! Planeta Água (3x)

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...

Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra (bis)

Terra! Planeta Água

sábado, 27 de setembro de 2008

A Justiça está de costas! - Impunidade!


A JUSTIÇA ESTÁ DE COSTAS

Dormi bem enquanto pude
Acordei disposto e quase preparado
Transpareceu em meu peito essa força
A vitalidade queria seu espaço

Mas mal ouso a chegar na janela...
Quero ainda continuar sonhando
Ou prefiro fingir que não vejo
Ou irei me esconder debaixo da mesa!

Tenho medo de sair pra qualquer lugar
Só posso contar com a minha própria força
Em quem se desconfia às vezes se pode confiar
E quem deveria nos proteger pode acabar nos agredindo...

Pra que lugar me leva o meu destino?
Desde o "descobrimento" sempre foi assim
Explorando ao invés de povoar
Marcando a sua história com "absurdos gloriosos"

Não, aqui já não se faz mais justiça, não senhor...
Muito dinheiro no rabo e um brinde
Muitos vermes na barriga e três caroços de feijão
Só não fazem valer as leis porque vai todo mundo pra prisão...

Até onde vale a pena lutar?
Já não se derrama sangue pelo futuro
O sangue que cai é o dos inocentes
Desencorajados de sua honra por sua própria pátria

Um grão de areia na praia
Uma cápsula de bala no morro
Ei, estamos aqui...
Gritando em nome do futuro
Mas silenciados pela falta de vergonha...

Por: Roberto Borges


Comentário meu: Hoje venho aqui desabafar um pouco sobre a impunidade e a extrema violência que ronda o nosso mundo. Um acontecimento me fez refletir ainda mais sobre isso. Um assassino revoltado por não ter conseguido entrar numa festa na porta de uma escola saiu atirando em várias pessoas como se elas fossem culpadas por ele ser um vagabundo e incapaz na vida e não ter dinheiro para entrar. Depois de chamarem a polícia, ele correu e atirou em duas garotas inocentes que nada tinham a ver com a situação para desviar a atenção dos policiais. Pra onde está caminhando o nosso mundo? Teremos de engolir que situações como essas se tornem rotina em nossas vidas? Poderia ter sido um parente meu... poderia ter sido eu... A situação traz insegurança. Fica aqui a grande dúvida de nossos jovens de hoje: morreremos de velhice ou por uma bala perdida?

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A última crônica


A ÚLTIMA CRÔNICA
(Fernando Sabino)

"A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.

Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."


->Crônica publicada no livro "A Companheira de viagem" (Editora Record, 1965)

Comentário meu: Olá para todos! Depois de alguns dias sem atualizar, estou de volta. Agradeço as energias positivas que as pessoas estão enviando e que Deus proteja todos nós. Para continuar com a qualidade do meu blog, coloco aqui a crônica de que mais gosto do Fernando Sabino. Simples, tocante e humilde. Certamente algo que tocaria a muitos ver esse sorriso puro mencionado. Até a próxima!

*Foto extraída da internet.
**Diga não à pedofilia!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Pai


PAI

Para muitos, um herói
Para outros, um incentivador
Aqui, uma pessoa que corrige
Ali, uma pessoa que defende
Por dentro, transborda carinho e preocupação
Por fora, póstura rígida e proteção
Gigante quando te projeta para o futuro
Pequeno quando passa o bastão da vida
Firme quando ensina
Frágil quando te vê crescer e dar orgulho a ele
O escuro indica a sua ausência quando enfrentamos a vida
Mas a luz indica a sua presença eterna em nossos corações
Pai não é só quem ajuda a gerar
Mas também quem cria com dedicação e amor
Mesmo que nunca te diga que se preocupa profundamente contigo

(Por: Roberto Borges)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Lembranças


MEMORIES (tradução)
Within Temptation

Neste mundo você tentou
Não me deixar para trás só.
Não há outro modo.
Eu rezei aos deuses para deixarem ele ficar.
As lembranças aliviam a dor por dentro,
Agora eu sei porque.

(Refrão)
Todas as minhas lembranças mantêm você próximo.
Em momentos silenciosos imagino você aqui.
Todas as minhas lembranças mantêm você próximo.
Seus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.

Me fez prometer que eu tentaria
Encontrar meu caminho de volta nesta vida.
Eu espero encontrar um modo
Para me dar um sinal que você está bem.
Me recordo novamente isto é o valor de tudo
Então eu posso continuar seguindo.

(Refrão)
Todas as minha lembranças mantêm você próximo.
Em momentos silenciosos imagino você aqui.
Todas as minhas lembranças mantêm você próximo.
Seus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.

Juntos em todas essas lembranças
Eu vejo seu sorriso.
Todas as lembranças eu guardei tão bem.
Meu bem, sabes que irei amá-lo até o fim dos tempos.

(Refrão)
Todas as minha lembranças mantêm você próximo.
Em momentos silenciosos imagino você aqui.
Todas as minhas lembranças mantêm você próximo.
Seus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.

Todas as minhas lembranças...

Comentário meu: a vida oscila entre ápices e profundidades. Tudo pode ter um porquê. Serei eu obrigado a permanecer imóvel nas transições da vida? A velha fonte muda de direção e, nessa mudança, ela me faz não ter mais vontade de apreciar a sua água.

sábado, 6 de setembro de 2008

Um pouco de mim, um pouco de todos nós


Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém.

Assim, sem precisar procurar no meio da multidão.

Alguém comum, sem destaques evidentes, sem cavalos brancos ou dentes perfeitos.

Alguém que soubesse se aproximar sem ser invasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante.

Alguém com quem eu pudesse conversar sobre filosofia, literatura, música, política ou simplesmente sobre o meu dia.

Alguém a quem eu não precisasse impressionar com discursos inteligentes ou com demonstrações de segurança e autoconfiança.

Alguém que me enxergasse sem idealizações e que me achasse atraente ao acordar, de camisa amassada e sem maquiagem.

Alguém que me levasse ao cinema e, depois de um filme sem graça, me roubasse boas gargalhadas.

Alguém de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras.

Eu queria não precisar usá-las e ainda assim não perder o mistério ou o encanto dos primeiros dias.

Alguém que segurasse minha mão e tocasse meu coração.

Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse.

Alguém com quem eu pudesse aprender e ensinar sem vergonhas ou prepotências.

Alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse.

Que me dissesse como eu canto e que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada.

Alguém que me olhasse nos olhos quando fala, sem me deixar intimidada.

Que não depositasse em mim a responsabilidade exclusiva de fazê-lo feliz para com isso tentar isentar-se de culpa quando fracassasse.

Alguém de quem eu não precisasse, mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo.

Alguém com qualidades e defeitos suportáveis.

Que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção.

Alguém educado, mas sem muitas frescuras.

Engraçado e, ao mesmo tempo, levasse a vida a sério, mas não excessivamente.

Alguém que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo.

Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito.

Feito para mim.


(desconheço a autoria)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Uma fase se encerra e uma nova começa!

Olá, amigos! Um novo mês está começando e uma nova etapa em minha vida também! Fui aprovado com louvor em meu TCC e completei mais um sonho. Porém, desejo nunca parar de alcançar sonhos, de evoluir em meus pensamentos, pois sei que críticas e obstáculos tentarão me derrubar, porém, tenho fé naquilo em que acredito! Agradeço a todos que me apoiaram, que foram assistir à minha defesa e que estiveram ao meu lado o tempo todo!

Para começar o mês (e tentar contextualizar o assunto da transição de fases), coloco uma linda música japonesa que corresponde ao encerramento da fase do Capítulo Elíseos, da Saga de Hades! Como no contexto do anime, é Hades quem está nos Campos Elíseos, então coloquei a palavra "deus" com letra minúscula, pois é apenas um ser mitológico. Ok?



KAMI NO EN - DEL REGNO (tradução)
Cantora: Yuko Ishibashi
Jardim de deus - O Reino

Se continuar, sem voltar, pelo Rio Lete, encontrará o Jardim de deus
O paraíso onde somente as pessoas escolhidas podem chegar
O céu é tão distante
A Glória medida no céu
Uma mão materna se estende
Entra no meu peito

Voe pelo firmamento, Armadura Divina, soprando um vento frio que derruba as flores
Apesar de toda dor, agonia e dificuldades, liberte-se
O Reino

No mundo dos homens, a tristeza não acaba, a luz recai sem parar por toda parte
Todos as criaturas vivas são abençoadas com o brilho
O mundo vai se reduzindo a nada
O universo é feito à semelhança de Deus
Recompensa-se com a vida eterna
Que mãe castiga o filho?

O arco-íris da eternidade eleva-se na terra sagrada,
As estrelas piscam brilhantemente também
Apesar de toda dor, agonia e dificuldades, liberte-se
O Reino

Voe pelo firmamento, Armadura Divina, soprando um vento frio que derruba as flores
Apesar de toda dor, agonia e dificuldades, liberte-se
O Reino

(tradução 2)
Se subir ao rio Lete acharás o jardim de deus que se estende ao infinito
Um paraíso ao qual somente os escolhidos podem vir
O céu muito distante
O símbolo da glória do rei
Estende sua mão materna
Segundo seu desejo
A armadura divina que dança no ar o vento fresco sopra, balança as flores
E nos liberta de toda dor,
Preocupação e sofrimento
Em seu reino

( Yuko Ishibashi - Kami no En - Del Regno)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Se sou feliz?


SE SOU FELIZ?

"Não acredito que a vida seja sempre feita de felicidade, como todos nós sabemos, mas acredito em vários momentos felizes na vida. Hoje, eu tive momentos de chateação e aborrecimento, mas houve pessoas que me deixaram feliz com um sorriso e um abraço, e outras que me deixaram feliz com conversas e brincadeiras. Tudo depende de um dado momento. Posso dizer que nesses momentos eu estive feliz.

Mas o que me deixa mais feliz é saber que posso encontrar a 'minha felicidade' dentro de mim mesmo e não nos outros. A nossa felicidade depende exclusivamente de nós. Não podemos apostar ou colocá-la nas mãos de mais ninguém. As pessoas vêm para complementar a nossa alegria. Nós somos a nossa própria felicidade!"

Por: Roberto Borges (autor deste blog)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Pequenos (grandes) gestos


PEQUENOS GESTOS

É curioso observar como a vida nos oferece resposta aos
mais variados questionamentos do cotidiano... Vejamos:
A mais longa caminhada só é possível passo a passo...
O mais belo livro do mundo foi escrito letra por letra...
Os milênios se sucedem, segundo a segundo...
As mais violentas cachoeiras se formam de pequenas fontes...
A imponência do pinheiro e a beleza ipê começaram ambas na
simplicidade das sementes...

Não fosse a gota, não haveria chuvas...
O mais singelo ninho se fez de pequenos gravetos e a mais bela
construção não se teria efetuado senão a partir do primeiro tijolo...
As imensas dunas se compõem de minúsculos grãos de areia...
Como já refere o adágio popular, nos menores frascos se guardam
as melhores fragrâncias...

É quase incrível imaginar que apenas sete notas musicais tenham dado
vida à "Ave Maria", de Bach, e à "Aleluia", de Hendel...
O brilhantismo de Einstein e a ternura de Tereza de Calcutá tiveram que
estagiar no período fetal e nem mesmo Jesus, expressão maior de Amor, dispensou a fragilidade do berço...

... Assim também o mundo de paz, de harmonia e de amor com
que tanto sonhamos só será construído a partir de pequenos gestos
de compreensão, solidariedade, respeito, ternura, fraternidade,
benevolência, indulgência e perdão, dia a dia...

Ninguém pode mudar o mundo, mas podemos mudar uma pequena
parcela dele: esta parcela que chamamos de "Eu".
Não é fácil nem rápido... Mas vale a pena tentar! Sorria!!!


(Desconheço a autoria)

Comentário meu: pra uns, o sucesso aparece de uma forma muito rápida e essas pessoas nem precisam gastar tempo da vida delas correndo atrás de algo. Para outros, é preciso lutar arduamente para conseguir chegar a ter algo de bom. Mas só quem conhece os grãos de areia que compõem as imensas dunas sabe dar valor e curtir verdadeiramente a natureza da vida. Para quem não conhece os grãos, a vida é assim, igual à figura mostrada acima: puramente mecânica, sem sentido, cheia de máscaras e regrinhas de como se comportar, sem nunca saber como é agir naturalmente e ser você mesmo... Graças a Deus eu conheço os grãos de areia...

*Foto tirada pelo meu amorzão em Balneário Camboriú.

sábado, 23 de agosto de 2008

Falo a língua dos loucos!


Quem é que nunca teve um Marcelo, um Felipe, um Ricardo, um Rafael, um Júlio ou um Tiago na vida? Tudo bem pode ser uma Raquel, uma Fernanda, uma Natália, uma Ana, uma Patrícia ou uma Aline...

Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa! Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e ter apenas uma, é o mesmo que possuir 10 ao mesmo tempo!

A "fila" anda, a coleção de "figurinhas" cresce, a conta de telefone é sempre altíssima. Mas e ai? O que isso te acrescenta?

Nessas horas sempre surge aquela tradicional perguntinha: Por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca logo na sua vida???

Se o tal "amor" é impontual e imprevisível que se dane!

Não adianta: as pessoas são impacientes! São e sempre vão ser! Tem gente que diz que não é... "Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer".

Mentira! Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido... Jura de pé junto que não, mas vive sempre em busca da famosa cara metade! Pode dar o nome que quiser: amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja... No fim dá tudo no mesmo.

Pode soar brega, cafona... Mas é a realidade. Inclusive o assunto "amor" é sempre cafonérrimo. Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um grande amor.

Poucas pessoas experimentaram nesta vida a sensação de sonhar acordada, de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto...

Não lembro se foi o "Wando" ou se foi o "Reginaldo Rossi" que disse em uma entrevista que se a Marisa Monte não tivesse optado pelo "Amor I love you" e que se o Caetano não tivesse dito "Tô me sentindo muito sozinho..." eles não venderiam mais nenhum disco. Não adianta, o público gosta e vibra com o brega". Não adianta tapar o sol com a peneira. Por mais que você não admita:

- Você ficou triste porque o Leonardo di Caprio morreu em Titanic "e ficou feliz porque a Julia Roberts e o Richard Gere acabaram juntos em "Uma Linda Mulher".

- Existe pelo menos uma música sertaneja ou um "pagodinho" que te deixe com dor de cotovelo;

- Quando você está solteiro e vê um casal aos beijos e abraços no meio da rua você sente a maior inveja;

- Você já se pegou escrevendo o seu nome e o da pessoa pelo qual você está apaixonada no espelho embaçado do banheiro, ou num pedacinho de papel;

- Você já se viu cantando o mantra "Toca telefone toca" em alguma das sextas-feiras de sua vida, ou qualquer outro dia que seja;

- Você já enfiou os pés pelas mãos alguma vez na vida e se atirou de cabeça numa "relação" sem nem perceber que você mal conhecia a outra pessoa e que com este seu jeito de agir ela te acharia um tremendo louco;

- Você, assim como nos contos de fada, sonha em escutar um dia o tal "E foram felizes para sempre..." Bem, preciso continuar? Ok, acho que não...

Negue o quanto quiser, mas sei que já passou por isso, e se não passou, não sabe o quanto está perdendo...

"O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance."

"Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos"



(Autor: Luiz Fernando Veríssimo)
OBS: a estátua da imagem pode ser vista ao vivo no Teatro Nacional em Brasília.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Eu tentarei


I'LL TRY
Alan Jackson
Composição: Indisponível

Here we are, talkin' 'bout forever
Both know damn well, It's not easy together
We've both felt love, we've both felt pain
I'll take the sunshine over the rain

And I'll try
To love only you
And I'll try
My best to be true
Oh darling, I'll try

So I'm not scared, it's worth a chance to me
Take my hand, let's face eternity
Well, I can't tell you that I'll never change
But I can swear that in every way

I'm not perfect, just another man
But I will give you all that I am




EU TENTAREI (tradução )

Aqui estamos nós
Conversando sobre o nosso futuro
Nós dois conhecemos bem essa maldição
Não é facil ficarmos juntos
Nós dois sentimos amor
Nós dois sentimos dor
Eu levarei o sol
Através dessa chuva

E eu tentarei
amar somente você
E eu farei o meu melhor para ser verdade
Oh meu amor eu vou tentar

Eu não estou assustado
É uma preciosa chance pra mim
Segure a minha mão
Deixe-a te mostrar a eternidade
Bem eu não posso lhe falar
Que eu nunca vou mudar
Mas eu posso jurar
Que de qualquer maneira

Eu não sou perfeito
Sou apenas um homem comum
Mas eu vou te dar
Tudo que eu tenho

Eu vou tentar
Ser sincero pra você
Eu vou tentar
Eu vou tentar
Sempre amar você
Eu vou tentar