sexta-feira, 30 de abril de 2010

Mais um ano de blog!



Olá para os visitantes do blog! Ontem, dia 29, fez dois anos que mantenho o meu blog no ar e, apesar das poucas atualizações que tenho feito ultimamente, não penso em desistir. Estou apenas organizando o meu tempo e sempre com muitas ideias boas pra poder colocar aqui. Ainda estou projetando dar uma cara nova ao meu espaço de pensamentos, bem sobre o que vou colocar, pois os nossos gostos não se mantêm constantes por muito tempo. Por isso é que somos todos mutantes!



"Sentir tudo de todas as maneiras,

Viver tudo de todos os lados,

Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,

Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos

Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo"


(Fernando Pessoa)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Brasília - 50 anos!!!








Olá para todos os amigos do meu blog! E é em ritmo de festa e um pouquinho longe da minha cidade (tá, eu morava em Taguatinga, cidade que junto com Brasília dá um charme ao DF) que a parabenizo por seus 50 anos! A construção de Brasília em 5 anos com a intenção de fazer o Brasil avançar 50 deu uma nova cara a este país. A transferência da capital para o centro-oeste ajudou a desenvolver mais o interior do Brasil e tentar diminuir suas desigualdades. Brasília é única no mundo inteiro, seja por sua arquitetura, seja por sua localização, seja por seu povo. Você pode até não gostar da arquitetura, dos espaços imensos de Brasília, mas jamais poderá dizer que viu algo parecido. A sua beleza é única.

E como todo espaço urbano, Brasília apresenta seus pontos negativos. Devo confessar que agora que estou morando em outro estado, vejo o quanto nós, brasilienses, somos um povo um pouco frio e não muito acolhedor. Ironia até dizer isso, pois Brasília não apresenta uma cultura definida justamente por ser muito nova e ser formada por gente de todo esse imenso Brasil. É um ponto bem negativo que considero, pois deveríamos ser mais humildes e menos "nariz empinado". Outro fator que tenho que comentar é que a cidade não foi feita para pedestres e muito menos para pessoas que moram em cidades-satélites mais distantes. Andar a pé na capital é uma tarefa árdua, seja pela falta de calçadas, seja pelo transporte público precário.

Por fim, gosto de Brasília por sua arquitetura, seu jeito único de ser e também porque nasci lá. Parabéns pelos seus 50 anos de existência! Que esta cidade seja um lugar acolhedor, digno e que traga esperanças para todos que desejam edificar suas vidas em seu território. Meu pai e minha irmã iriam adorar estar presentes nessa data!


Mais fotos sobre Brasília e sua construção no site da Universidade de Brasília (UnB):
http://www.unb.br/galeria/index_interna.php?id=33

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sermão de Santo Antônio aos peixes


Olá, galerinha! Estou juntando ideias para mudar o visual do blog na data que comemorar 2 anos (29 de abril). Enquanto isso, vou colocando coisas super interessantes. Um grande abraço!


"Sermão de Santo Antônio aos peixes", do padre Antônio Vieira


Vós, diz Cristo Senhor nosso, falando com os Pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra, o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção, mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra não se deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os Pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, sendo a verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os Pregadores dizem uma coisa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem; ou é porque o sal não salga, e os Pregadores se pregam a si, e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Filhos de políticos nas escolas públicas


Filhos de políticos nas escolas públicas

Quanto custa estudar no Brasil? Depende. Se você estiver entre os 20% mais ricos da população, vai chegar ao fim de 20 anos de colégio e faculdade com uma formação de aproximadamente R$ 250 mil. Isso significa cerca de R$ 1 mil por mês. Nessa conta entram o dinheiro que você tira do próprio bolso para pagar as mensalidades e a contribuição que o governo faz (com investimento em universidades estatais e deduções de imposto). Agora, se você fizer parte dos outros 80%, sua educação receberá um investimento bem menor: o equivalente a R$ 116 por mês. Esse é o total gasto pelo país por aluno para manter as escolas públicas, onde não se passa muito tempo. Em média, essa parte da população completa só 5 anos de estudo formal, geralmente entre os 7 e os 11 anos de idade.

Ou seja: enquanto ricos estudam em escolas de qualidade por um longo tempo, o resto estuda por pouco tempo em escolas ruins. Como senador, tenho um projeto que pretende amenizar essa desigualdade. Minha proposta é a de que políticos eleitos - vereadores, prefeitos, deputados, senadores e o presidente - fiquem obrigados a matricular seus filhos em escolas públicas. Caso contrário, perderão seu mandato. O projeto já foi apresentado e agora espera avaliação do Senado e da Câmara.

No Brasil do passado, só classes com influência tinham vaga nas boas escolas públicas. Filhos de pobres não estudavam, ou frequentavam colégios particulares mantidos pela Igreja Católica, como seminários. Hoje filhos de eleitos estão entre os 20% mais ricos, em geral. E vão a colégios particulares.

Em lugares como Reino Unido e Cingapura, políticos nem pensam em colocar os filhos em escolas particulares. Os eleitores não aceitariam essa escolha, porque ela significaria ignorar a boa qualidade das escolas públicas de lá. Se um político é descoberto matriculando o filho no ensino privado, acaba nos jornais. Tem de se desculpar publicamente e transferir a criança para uma instituição pública.

Se políticos brasileiros tiverem de matricular os filhos em escolas públicas, elas receberão mais atenção dos governantes. O resultado será um ensino de qualidade para todos. E um país mais próximo dos princípios republicanos, com uma sociedade unida, sem divisão entre aristocracia e plebe. Há quem diga que essa obrigação fere a liberdade do político. Mas todo cidadão é livre para não ser candidato. Se ele opta pela vida pública, deve assumir obrigações. Esse seria só mais um de seus compromissos com os eleitores, com a nação e com a República.


*Cristovam Buarque é professor de economia da Universidade de Brasília e senador pelo PDT/DF.
**Artigo publicado na revista Superinteressante nº 277, de abril/2010.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Meu sacrifício



Olá, amigos do blog! E aqui estou eu com as minhas raras postagens, porém, nunca deixando de vir bater ponto! Acredito que agora poderei postar com mais frequência e quero torcer para que eu sempre possa refletir aqui no meu diário virtual. Hoje eu estou um pouquinho inspirado que até fiz duas postagens (essa e a de baixo). Daqui a um mês estarei completando dois anos de blog e estou estudando seriamente mudar para um visual mais light, pois acredito que o preto já deu o que tinha que dar, além de deixar a tela mais pesada (visualmente falando).

Hoje pela manhã eu tinha acordado mais triste, sem motivação e pronto para ser zumbi de mais uma rotina. Já no trabalho, olhei para o dia e percebi o quanto estava bonito. Nessas horas, eu volto a ser criança e ter pensamentos ingênuos. Pensei que Deus estava fazendo aquele dia bonito pra mim. Pensei também na música da banda Creed que o meu amore tinha traduzido pra mim e resolvi agradecer a Deus por tudo, a invocar o Espírito Santo para ter motivação. E, graças a Ele, aquela névoa desapareceu da minha mente e pude contemplar melhor ainda o dia. Percebi que muitos problemas meus são inventados e fui fazendo na minha mente uma listinha do que eu deveria considerar ou não, do que eu deveria levar ou não para a minha vida. Percebi que aquele sentimento deveria ser exteriorizado e assim tratei melhor ainda meus colegas de trabalho e mandei mensagens lindas para o amore mio.

Pode parecer uma coisa boba, mas não há nada que me convença de que isso não seja importante porque, pelo menos pra mim, dá muito certo.

Obrigado, meu Deus, por tudo.

Abração a todos... e prestem bem atenção à letra da música!


MY SACRIFICE
Meu Sacrifício

Hello my friend we meet again
Olá meu amigo, nos encontramos denovo
It's been a while where should we begin...feels like forever
Já faz algum tempo, por onde devemos começar? Parece que faz uma eternidade
Within my heart are memories
Dentro do meu coração há uma memória
Of perfect love that you gave to me
Do amor perfeito que você me deu
I remember
Sim, eu me lembro.

When you are with me
Quando você está comigo,
I'm free...I'm careless...I believe
Eu estou livre...Eu estou descuidado...Eu acredito
Above all the others we'll fly
Acima de todos os outros nós voaremos
This brings tears to my eyes
Isto traz lágrimas aos meus olhos
My sacrifice
Meu sacrifício

We've seen our share of ups and downs
Temos assistido a nossa quota de altos e baixos
Oh how quickly life can turn around in an instant
Oh, como a vida pode dar voltas tão rapidamente?
It feels so good to reunite
Parece ser tão bom reunir
Within yourself and within your mind
Dentro de si mesmo e dentro de sua mente
Let's find peace there
Vamos achar a paz lá

When you are with me
Quando você está comigo,
I'm free...I'm careless...I believe
Eu estou livre...Eu estou descuidado...Eu acredito.
Above all the others we'll fly
Acima de todos os outros nós voaremos
This brings tears to my eyes
Isso traz lágrimas aos meus olhos
My sacrifice
Meu sacrifício

I just want to say hello again
Eu só queria dizer olá novamente
I just want to say hello again
Eu só queria dizer olá novamente

When you are with me
Quando você está comigo,
I'm free...I'm careless...I believe
Eu estou livre...Eu estou descuidado...Eu acredito
Above all the others we'll fly
Acima de todos os outros nós voaremos
This brings tears to my eyes
Isto traz lágrimas aos meus olhos

When you are with me
Quando você está comigo,
I'm free...I'm careless...I believe
Eu estou livre...Eu estou descuidado...Eu acredito.
Above all the others we'll fly
Acima de todos os outros nós voaremos
This brings tears to my eyes
Isso traz lágrimas aos meus olhos
My sacrifice
Meu sacrifício

My sacrifice
Meu sacrifício
(I just want to say hello again)
(Eu só queria dizer olá novamente)

I just want to say hello again
Só queria dizer olá novamente
My sacrifice.
Meu sacrifício.

Aprenda o correto!


E a gente pensa que repete corretamente os “ditos populares” - Dicas do Prof. Pasquale:

No popular se diz: "esse menino não para quieto, parece que tem bichocarpinteiro". Minha grande dúvida na infância... Mas que bicho é esse que é carpinteiro, um bicho pode ser carpinteiro?
Correto: Esse menino não para quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro. Tá aí a resposta para meu dilema de infância! EU NÃO SABIA. E VOCÊ?

"Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão".
Enquanto o correto é: Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão. Se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão se ela está embaixo dele?

"Cor de burro quando foge". O correto é: Corro de burro quando foge! Esse foi o pior de todos! Burro muda de cor quando foge? Qual cor ele fica? Porque ele muda de cor?

Outro que no popular todo mundo erra: "quem tem boca vai a Roma". Bom, esse eu entendia, de um modo errado, mas entendia! Pensava que quem sabia se comunicar ia a qualquer lugar! O correto é: Quem tem boca vaia Roma. (isso mesmo, do verbo vaiar).

Outro que todo mundo diz errado: "cuspido e escarrado" - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa. O correto é: Esculpido em Carrara. (Carrara é um tipo de mármore).

Mais um famoso! "Quem não tem cão, caça com gato". Entendia também, errado, mas entendia! Se não tem o cão para ajudar na caça o gato ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer, mas vai que o bicho tá de bom humor! O correto é: Quem não tem cão, caça como gato, ou seja, sozinho! Vai dizer que você falava corretamente algum desses?

sábado, 20 de março de 2010

Frases para o dia, semana, mês, ano... vida toda, quem sabe...


Olá, amigos do blog. Sei que ando meio parado com o meu blog, mas jamais vou deixar de atualizar. O meu canto cultural está próximo de completar dois anos e já conquistou mais de 17.500 visitas! Fico feliz que as pessoas cheguem até aqui por meios alternativos de busca. Pretendo mudar o tema do blog quando ele completar dois anos. O visual preto talvez já tenha dado o que tinha que dar e, como aqui é um espaço mutante, quero testar outros modelos. Por fim, deixo na postagem de hoje várias frases que encontrei na revista Discutindo Literatura Especial - Ano 1, nº1. Espero que gostem! Abração pra quem é de abração e abração de urso para o meu amore!




"Se entendeste bem, facilmente compreenderás que a inveja não é senão uma admiração que luta, e, sendo a luta a grande função do gênero humano, todos os sentimentos belicosos são os mais adequados à sua felicidade."



"Prazos largos são fáceis de subscrever. A imaginação os faz infinitos."



"Não te irrites se te pagarem mal um benefício; antes cair das nuvens que de um terceiro andar."



"A melhor definição do amor não vale um beijo."



"O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede. Conheço um que já devorou três gerações da minha família."



"Não precisa correr tanto; o que tiver de ser seu às mãos lhe há de ir."



"Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento."



"Coração e charutos são símbolos um do outro; ambos se queixam e se desfazem em cinzas."



"Nós matamos o tempo, mas ele enterra-nos."



"O trabalho é honesto; mas há outras ocupações pouco menos honestas e muito mais lucrativas."



"De todas as coisas humanas a única que tem seu fim em si mesma é a arte."



"O olho do homem serve de fotografia ao invisível, como o ouvido serve de eco ao silêncio."



"O medo é um preconceito dos nervos. E um preconceito desfaz-se - basta a simples reflexão."



"O tempo é um rato roedor das coisas que as diminui ou altera no sentido de lhes dar outro aspecto."



"O casamento não é uma solução, é um ponto de partida."



"A primeira glória é a reparação dos erros."

domingo, 14 de março de 2010

Geni e o Zepelin



Por fim, coloco uma outra música do mestre Chico que me marcou muito: Geni e o Zepelim. Aqui notamos que é fácil excluir alguém do meio social por tal conduta e atirar pedras e bostas. Porém, quando há interesses da sociedade, da igreja e do poder, eles se ajoelham para que Geni salve a cidade. Geni poderia ser até uma referência a Gênesis, onde ela irá construir (ou reconstruir) um lugar, fazer renascer, livrando todo aquele povo da ira do comandante do zepelim. Quando Geni pensa que todas as agressões acabaram por ela ter sido uma heroina, logo vem a cidade pronta para atacá-la novamente. Ideia genial de Chico Buarque!


GENI E O ZEPELIM
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque

De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato
E também vai amiúde
Com os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir

Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo - Mudei de idéia
- Quando vi nesta cidade
- Tanto horror e iniqüidade
- Resolvi tudo explodir
- Mas posso evitar o drama
- Se aquela formosa dama
- Esta noite me servir

Essa dama era Geni
Mas não pode ser Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

Mas de fato, logo ela
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro
Acontece que a donzela
- e isso era segredo dela
Também tinha seus caprichos
E a deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão
O prefeito de joelhos
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão

Vai com ele, vai Geni
Vai com ele, vai Geni
Você pode nos salvar
Você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um
Bendita Geni

Foram tantos os pedidos
Tão sinceros, tão sentidos
Que ela dominou seu asco
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco
Ele fez tanta sujeira
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir

Joga pedra na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

Cotidiano



Olá, amigos do meu blog. Entre idas e vindas na ponte "minha casa" e na "cidade de trabalho", tento me livrar do cotidiano, do tédio e das atribulações da vida. As coisas estão se ajeitando e tudo o que estou passando faz parte de um processo inicial, como já foi bem descrito anteriormente aqui no meu canto cultural. E por isso eu coloco a música "Cotidiano" do mestre Chico Buarque. Lembro-me de uma atividade de campo do meu curso de Letras em que fiz uma peça musical com essa música. Coloco essa música e no post acima, como vocês já devem ter observado, coloquei a música Geni, outra música que encenei na atividade de campo da faculdade. Um grande abraço e um beijo para o amore mio!



COTIDIANO
Chico Buarque)

Todo dia ela faz
Tudo sempre igual
Me sacode
Às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca
De hortelã...

Todo dia ela diz
Que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz
Toda mulher
Diz que está me esperando
Pr'o jantar
E me beija com a boca
De café...

Todo dia eu só penso
Em poder parar
Meio-dia eu só penso
Em dizer não
Depois penso na vida
Prá levar
E me calo com a boca
De feijão...

Seis da tarde
Como era de se esperar
Ela pega
E me espera no portão
Diz que está muito louca
Prá beijar
E me beija com a boca
De paixão...

Toda noite ela diz
Pr'eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor...

sábado, 6 de março de 2010

Eu sei, mas não devia


Olá, pessoas! Desculpem pela falta de atualização no blog, mas, como eu já disse, o meu acesso a internet tem se tornado mais restrito e de menor duração. Acho que vou preparar as ideias antes de acessar para que eu possa colocá-las o mais rápido possível no curto momento em que estiver online. Bom, aos poucos estou pensando em mudar o visual do meu blog, pois já são dois anos com o mesmo fundo preto. Mudar e experimentar outros ares faz bem, não?

Hoje eu coloco um texto muito interessante que vi numa apostila de um curso que fiz (5S - ferramentas para qualidade). Espero que curtam!


EU SEI, MAS NÃO DEVIA

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e não ver outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olhar para fora, logo se acostuma a não abrir as cortinas. E porque não abrir as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente acostuma a acordar de manhã sobressaltando porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado, a ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.

A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. Abrir revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer plantas.

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vais afastando uma dor aqui, um ressentimento acolá, uma revolta ali. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila. Torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E, se no fim de semana não há o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem o sono atrasado.

A gente se acostuma a poupar a vida, que aos poucos se gasta e que de tanto gastar-se, perde em si mesma.
(autor desconhecido)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Eu vejo sua aura



Eu vejo sua aura, amore mio, dentre tantas outras existentes no mundo. Você é o ponto brilhante, a sensação térmica, o ser cheio de energia que me atrai no meio da multidão e no espaço infinito do cosmo. O nosso encaixe é perfeito. A maneira como te coloco em meu colo e como você se alenta nele é de alguém querendo dar e receber proteção. Como é gostoso saber que você existe, que está pensando em mim e que se sente mal quando me ver passar por certas situações. A gente daria um para o outro o céu, o amor e toda nossa energia.

Eu vejo sua aura mesmo quando há brigas, desentendimentos, pois não somos perfeitos. Somos seres pensantes. É aí que a nossa energia, nosso cosmo interior, deve estar em interação total para que não caia em desequilíbrio. E o que importa é o que somos agora, pois não persistimos no passado, embora ainda haja resquícios. Mas você se permitiu... e eu também... é por isso que eu vejo sua aura... e você vê a minha.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A difícil arte da convivência



Personalidades diferentes, deixar muita louça suja na pia, usar demais um determinado objeto ou simplesmente (e talvez o mais importante) a falta de privacidade... é assim que começo definindo este texto, coisa que o título também já ajuda bastante. Conviver com pessoas diferentes e em um curto espaço não é tarefa fácil e nem é qualquer um que consegue. É preciso primeiro ter disciplina e bons modos, bem como saber de suas limitações e respeitar o espaço dos outros (que muitas vezes você nem concorda). É estar em um lugar novo, talvez longe da família e estar sozinho quando você quer encontrar algum apoio. Ou o leitor que lê este texto é autossuficiente?

A convivência pode ser boa quando há um trato e muita conversa entre as partes, embora possa sempre haver divergências, pois são cabeças pensantes que querem moldar o espaço a seu gosto. Mas sempre insisto aqui no meu blog em dizer que o diálogo resolve a grande parte dos problemas, muitas vezes imaginários. Boa parte dos problemas se relacionamento são resolvidos quando há conversa, quando todos falam e todos escutam. Conviver pode ser um grande desafio, algo difícil de se adaptar e que enfrentamos porque não há uma outra alternativa no momento e porque é um processo da vida.

O que podemos fazer para tornar esse momento da vida um pouco mais agradável? Se você é bastante tolerante, se taxam como bobo e usam e abusam de coisas e espaços que você também tem direito de usufruir. Se você tenta ser equilibrado, as pessoas "montam em suas costas" e acomodam a bunda no canto da casa e não te ajudam (pior: criticam!). Por fim, quando você é exigente, arrajam brigas e se acham injustiçados, nem ao menos parar para analisar se estão certos ou errados.

Por fim, convivência é um processo da vida e o melhor que podemos fazer é termos nossos momentos de liberdade, sem dar satisfações e escolhermos ficar sozinho durante algumas horas ou dias. É não se concentrar na energia que ronda o ambiente, utilizar espaços para o essencial (mas também não deixar de usar, afinal, se paga por aquilo) e fazer a sua parte.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

We Are The World (nova versão)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Lua



A Lua

A lua cheia de beleza e luz
É fase bela e misteriosa
Por que será que a tantos seduz ?
Talvez porque tão decantada em prosa.
Lua minguante, fase tão modesta
Que míngua a dor do que acredita nela.
É lua boa e não se manifesta
Como uma fase que aparece bela.
A lua nova, clara e brilhante,
Sempre renova a fé de algum mortal;
É lua limpa, não tem semelhante
Visível em todo plano sideral.
Lua crescente, cresce a esperança,
De vida boa, com fartura e paz.
Com fé na lua, toda graça alcança,
Quem, com trabalho, seu destino faz.
Dizem que a lua influencia a vida,
Sendo a raiz dessa crença remota.
Há quem afirme ser crença vencida,
Mas contestá-la se torna idiota...

(Por: Luiz Angelo Vilela Tannus - poesia encontrada na internet com seus devidos créditos!
Fonte: http://sitedepoesias.com.br/poesias/9344 )



NOITE DE LUA CHEIA


Ó linda noite de lua cheia
Que na minha alma incendeia
Profundos suspiros e paixões!

O teu brilho me hipnotiza
E com as constelações rivaliza
Um lugar em nossos corações

Tão branca e tão misteriosa
Me guia pelas ruas sem rumo
Como és bela, como és preciosa
Doce inspiração dos seres noturnos

A sua luz parece me guiar
Pelas tristes noites de solidão
Fico o dia todo a te esperar
Pois cada cosmo tem sua atração

(Por: Roberto Borges)


Obs: amo o amore mio!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Os olhos dos pobres



Quer saber por que a odeio hoje? Sem dúvida lhe será menos fácil compreendê-lo do que a mim explicá-lo; pois acho que você é o mais belo exemplo da impermeabilidade feminina que se possa encontrar.

Tínhamos passado juntos um longo dia, que a mim me pareceu curto. Tínhamos nos prometido que todos os nossos pensamentos seriam comuns, que nossas almas, daqui por diante, seriam uma só; sonho que nada tem de original, no fim das contas, salvo o fato de que, se os homens o sonharam, nenhum o realizou.


De noite, um pouco cansada, você quis se sentar num café novo na esquina de um bulevar novo, todo sujo ainda de entulho e já mostrando gloriosamente seus esplendores inacabados. O café resplandecia. O próprio gás disseminava ali todo o ardor de uma estréia e iluminava com todas as suas forças as paredes ofuscantes de brancura, as superfícies faiscantes dos espelhos, os ouros das madeiras e cornijas, os pajens de caras rechonchudas puxados por coleiras de cães, as damas rindo para o falcão em suas mãos, as ninfas e deusas portando frutos na cabeça, os patês e a caça, as Hebes e os Ganimedes estendendo a pequena ânfora de bavarezas, o obelisco bicolor dos sorvetes matizados; toda a história e toda a mitologia a serviço da comilança.


Plantado diante de nós, na calçada, um bravo homem dos seus quarenta anos, de rosto cansado, barba grisalha, trazia pela mão um menino e no outro braço um pequeno ser ainda muito frágil para andar. Ele desempenhava o ofício de empregada e levava as crianças para tomarem o ar da tarde. Todos em farrapos. Estes três rostos eram extraordinariamente sérios e os seis olhos contemplavam fixamente o novo café com idêntica admiração, mas diversamente nuançada pela idade.


Os olhos do pai diziam: "Como é bonito! Como é bonito! Parece que todo o ouro do pobre mundo veio parar nessas paredes." Os olhos do menino: "Como é bonito, como é bonito, mas é uma casa onde só entra gente que não é como nós." Quanto aos olhos do menor, estavam fascinados demais para exprimir outra coisa que não uma alegria estúpida e profunda.
Dizem os cancionistas que o prazer torna a alma boa e amolece o coração. Não somente essa família de olhos me enternecia, mas ainda me sentia um tanto envergonhado de nossas garrafas e copos, maiores que nossa sede. Voltei os olhos para os seus, querido amor, para ler neles meu pensamento; mergulhava em seus olhos tão belos e tão estranhamente doces, nos seus olhos verdes habitados pelo Capricho e inspirados pela Lua, quando você me disse: "Essa gente é insuportável, com seus olhos abertos como portas de cocheira! Não poderia pedir ao maître para os tirar daqui?"


Como é difícil nos entendermos, querido anjo, e o quanto o pensamento é incomunicável, mesmo entre pessoas que se amam!


(Charles Baudelaire)


*Curiosidade: para quem não sabe, no vídeo Sarah Brightman canta Fleurs du Mal, mesmo título de um livro de poesias de Charles Baudelaire.